McLaren é acusada de mentir a fiscais; diretor deixa a equipe

terça-feira, 7 de abril de 2009 15:15 BRT
 

LONDRES (Reuters) - A McLaren pode sofrer duras sanções, incluindo a possibilidade de exclusão do Mundial de Fórmula 1, após ter sido acusada formalmente de mentir para os fiscais do Grande Prêmio da Austrália que abriu a temporada.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) disse em comunicado, nesta terça-feira, que a equipe do campeão mundial Lewis Hamilton infringiu o código esportivo da categoria.

Uma reunião extraordinária do conselho mundial de automobilismo da FIA será realizada no dia 29 de abril, em Paris, na quarta-feira seguinte à quarta corrida da temporada, o GP do Barein.

Essa será a terceira aparição da McLaren diante do conselho em dois anos. A equipe já foi multada em 100 milhões de dólares e eliminada do Mundial de Construtores de 2007 por ter espionado a Ferrari.

Se as sanções mais rígidas forem aplicadas dessa vez, a McLaren pode ser expulsa do campeonato. No entanto, é mais provável que haja uma nova multa ou dedução de pontos.

O diretor esportivo da escuderia, Dave Ryan, que já estava suspenso devido ao incidente, deixou a empresa nesta terça-feira.

Ryan foi considerado o principal culpado pelo caso, no qual comissários da prova dizem que a McLaren ordenou que Hamilton permitisse a ultrapassagem do rival Jarno Trulli, da Toyota, num momento em que a presença do safety car impedia que isso ocorresse.

Trulli foi desclassificado da corrida e Hamilton herdou o terceiro lugar, numa decisão que acabou revertida na semana passada pela FIA, que acusou a McLaren de tentar enganá-la com informações falsas. Hamilton acabou excluído da corrida.

"Ele (Ryan) não é mais funcionário de nenhuma companhia que faz parte do Grupo McLaren", informou a equipe do campeão mundial Hamilton em comunicado, após ter sido denunciada formalmente pela FIA.

(Reportagem de Alan Baldwin)