FIA exclui salário de pilotos de teto no orçamento da F1

quinta-feira, 23 de abril de 2009 11:38 BRT
 

Por Alan Baldwin

MANAMA (Reuters) - A entidade que comanda a Fórmula 1 decidiu excluir os salários dos pilotos e os custos com publicidade de um teto orçamentário opcional a ser introduzido na equipes na próxima temporada.

O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, também enviou às equipes uma carta, vista pela Reuters no antes do Grande Prêmio do Bahrein, pedindo nesta quinta-feira que elas o informem até o fechamento de acordos se o teto de 30 milhões de libras (43,69 milhões de reais) terá de ser revisado.

Ele alertou que a categoria, que viu a saída da Honda em dezembro, corre o risco de perder mais duas equipes em 2010 se o teto não for uma opção.

"Estamos próximos de concluir as regras, financeiras e técnicas, para a apresentação ao Conselho Mundial de Esportes a Motor, no dia 29 de abril", escreveu Mosley.

"As regras financeiras serão grandemente baseadas nos princípios estabelecidos pelas equipes e a FIA no ano passado. O ponto-chave é que o teto orçamentário para 2010 cobrirá todos os gastos dos times, com exceção de publicidade e pilotos", afirmou.

Aqueles que aceitarem o teto terão liberdade técnica muito maior do que as equipes que preferirem continuar com orçamentos ilimitados, teoricamente permitindo que uma escuderia seja competitiva com menos dinheiro.

Várias partes, incluindo a Lola e o ex-chefe de Benetton e BAR David Richards, mostraram interesse em entrar na categoria com tal teto, e Mosley afirmou que a FIA selecionaria três delas.

"Isso demonstrará que, com menos de 30 milhões de libras, é possível ter uma equipe de Fórmula 1 que virtualmente é indistinguível de escuderias com gastos ilimitados", afirmou.   Continuação...