2 de Maio de 2009 / às 15:06 / 8 anos atrás

Fórmula 1 pode viver sem a Ferrari, afirma Mosley

<p>Max Mosley afirma que F&oacute;rmula 1 poderia viver sem a Ferrari se a equipe desistisse da categoria em protesto contra a ado&ccedil;&atilde;o de um teto para o or&ccedil;amento. REUTERS/Mal Langsdon</p>

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - A Fórmula 1 poderia viver sem a Ferrari se a equipe desistisse da categoria em protesto contra a adoção de um teto para o orçamento, afirmou Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Numa entrevista publicada no Financial Times de sábado, Mosley afirmou estar envolvido em uma briga de poder que ele pretende vencer.

Ele deixou claro que não voltará atrás na permissão às equipes de competir com um teto voluntário de cerca de 40 milhões de libras (59,56 milhões de dólares) em 2010, em troca de maior liberdade técnica do que as equipes que permanecerem com orçamentos irrestritos.

A medida, descrita por Mosley como “de longe o maior desenvolvimento em muito tempo no esporte”, tem sido celebrada por potenciais novos interessados em entrar na F1, bem como por equipes independentes.

No entanto, o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, escreveu a Mosley esta semana alertando contra a criação de uma Fórmula 1 dividida em duas categorias que poderia ser “fundamentalmente injusta e talvez até tendenciosa”.

Montezemolo também avisou que a presença contínua da Ferrari na categoria não deveria ser tida como certa.

“Eu pessoalmente tenho muita paixão e a Ferrari tem muita paixão, mas isso não é uma história sem fim”, afirmou ele segundo o site oficial da Fórmula 1 (www.formula1.com).

A equipe italiana está na Fórmula 1 desde o primeiro campeonato, em 1950, e, juntamente com o Grande Prêmio de Mônaco, é considerada uma das jóias da coroa. A Ferrari já foi campeã oito vezes nos últimos 10 anos.

“O esporte poderia sobreviver sem a Ferrari”, afirmou Mosley, acrescentando: “Seria muito, mas muito triste perder a Ferrari. É a seleção nacional da Itália.”

CABO-DE-GUERRA

Mosley afirmou que há “elementos entre as equipes participantes” que consideram que as equipes deveriam controlar a Fórmula 1 em vez da FIA ou de Bernie Ecclestone, que representa os detentores dos direitos comerciais, a CVC.

“A última coisa que eles querem é novas equipes que diluam o que eles têm”, acrescentou Mosley, que ampliou o grid de largada para permitir três novas equipes com teto de gastos no próximo ano.

“É o que está acontecendo nos bastidores. Há esse elemento de quem dirige a Fórmula 1. Eu gostaria de garantir que fosse eu.”

Mosley afirmou que a mensagem que está recebendo da diretoria de duas ou três das maiores fabricantes de automóveis é de que elas se comprometeriam a longo prazo se os custos forem reduzidos dramaticamente.

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