Adriano volta ao Flamengo para "reconquistar felicidade"

quinta-feira, 7 de maio de 2009 17:17 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO (Reuters) - O atacante Adriano afirmou nesta quinta-feira que voltou ao Flamengo à procura da alegria de jogar futebol, perdida na Itália.

"Voltei para minha casa, porque foi de onde eu saí, onde fui criado, e para tentar reconquistar a minha felicidade", disse ele a jornalistas na sua primeira entrevista como jogador do Flamengo, clube que o projetou e de onde ele saiu há oito anos para jogar na Europa.

"Já estou muito feliz em estar aqui, ao lado de pessoas que me viram crescer, me acompanham no futebol desde pequeno. Sempre senti essa vontade de voltar ao Flamengo. E nada melhor do que estar aqui, perto da minha família", acrescentou ele, entre sorrisos.

Adriano assinou por um ano com o Flamengo, sendo que o compromisso pode ser rescindido no fim de 2009. Ele acertou sua saída da Inter de Milão em abril, após afirmar que tinha perdido a vontade de jogar e que precisava dar um "tempo" na carreira.

Após apresentar-se para defender a seleção nas eliminatórias da Copa no mês passado, o jogador não voltou para a Inter e chegou a ser considerado desaparecido. Nesse período, ele passou alguns dias na favela carioca Vila Cruzeiro, onde cresceu.

"Hoje estou muito feliz. Conquistei essa felicidade, que eu tinha perdido, muito rápido, porque fiquei ao lado dos meus amigos, da minha família, dos meus filhos. Quando você está no seu país, e cercado de pessoas que querem o seu bem, isso acontece muito rápido", disse ele, bem-humorado.

Boa parte do salário do jogador será paga por uma empresa que vai desenvolver uma campanha de marketing a partir do segundo semestre. O nome da empresa não foi divulgado.

O número da camisa que será usada por Adriano será definido pela torcida do time carioca. Até o dia 1o de julho, o atacante usará números diferentes no Campeonato Brasileiro. Sua estreia está prevista para o dia 30 de maio, contra o Atlético Paranaense.   Continuação...

 
<p>Adriano concede entrevista coletiva no Rio de Janeiro em abril. REUTERS/Stringer</p>