7 de Junho de 2009 / às 17:42 / em 8 anos

Trulli diz que Fórmula 1 pode se separar em duas

Por Alan Baldwin

ISTAMBUL (Reuters) - A Fórmula 1 pode se separar em duas se um impasse entre a Fia e as equipes não for resolvido até sexta-feira, disse o piloto Jarno Trulli, da Toyota, após se encontrar com chefes de equipe neste domingo.

Os 16 pilotos sob contrato com as oito equipes da Associação de Times da Fórmula Um (Fota na sigla em inglês) se sentaram com os chefes na sede da Toyota no GP da Turquia para uma reunião de 25 minutos.

Representantes da Williams e da Force India, que foram suspensas da Fota, não compareceram.

Trulli disse que os pilotos compartilham a mesma posição de suas equipes e expressaram preocupação de que o tempo esteja acabando com a Fia prestes a publicar a lista de times inscritos para 2010 na sexta-feira que vem.

“No tocante à parte política, não sei muito. Sei que na próxima semana algo precisa acontecer. Senão inevitavelmente vai haver um rompimento,” disse ele aos repórteres.

Os oito times da Fota entregaram suas inscrições para 2010 sob a condição de que a regras sejam reescritas e um novo Acordo de Concórdia comercial seja assinado até 12 de junho.

A campeã Ferrari, assim como Renault, Toyota e as duas equipes da Red Bull, ameaçaram se afastar em caso contrário.

A Fia, que quer um teto orçamentário opcional de 40 milhões de libras (U$64,18 milhões), nesse meio tempo encorajou equipes aspirantes à categoria a se inscrever, e mais de dez delas já confirmaram tê-lo feito.

ÚLTIMO RECURSO

O presidente de Toyota John Howett, que também é vice-presidente da Fota, disse esta semana que criar uma categoria rival seria considerado um último recurso.

Trulli disse que todos os pilotos “têm o mesmo sentimento, seguir a Fota e respeitar acima de tudo o trabalho que estão fazendo sobre as novas regras e a administração da F1 de forma séria no futuro.”

“No momento temos que esperar para ver, porque a Fota quer chegar a uma solução junto com a Fia. Mas acho que todos nós pilotos entendemos qual é o lado certo da questão.”

“Max (Mosley, presidente da Fia) deve entender que há algumas coisas que não podem acontecer,” acrescentou ele.

“As regras para 2010 são absolutamente ruins, porque a F1 deve continuar a ser o esporte número um do mundo, com grande tecnologia e com os construtores.”

“Não se pode tentar trazer novos times que podem não ter idéia do que é preciso para competir com os carros e num campeonato de tão alto nível. Acima de tudo, com as novas regras estamos fora.”

Fernando Alonso, bicampeão mundial da Renault, disse aos repórteres antes da reunião que não continuaria na categoria da Fia se houver um racha.

“Prefiro correr em qualquer outra categoria do que na nova F1,” disse ele à mídia espanhola. “Um modelo parecido com a GP2 ou a F3 não interessa a nenhum piloto, patrocinador ou rede de televisão.”

“Nesse caso seria uma categoria sem sentido.”

“Não se pode ir de repente de um orçamento de 500 milhões de euros para um de 45 milhões. É possível em três anos, que o que as equipes estão propondo. É impossível fazer mais do que isso. Agora a bola está no campo da Fia.”

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