Timidez de Kaká esconde vencedor obstinado

segunda-feira, 8 de junho de 2009 21:34 BRT
 

Por Mark Meadows

MILÃO (Reuters) - Kaká desafia o modelo do jogador moderno, e a etiqueta de "galáctico" não será totalmente compatível para ele, que na segunda-feira se transferiu oficialmente do Milan para o Real Madrid.

Evangélico praticante, ele em geral evita festas com celebridades e não se preocupa muito com a imagem, expressando-se no gramado com uma habilidade fascinante e piques eficientes.

A dedicação à técnica ajudaram o ex-são-paulino de 27 anos a ganhar a Bola de Ouro e o prêmio de melhor do mundo da Fifa em 2007, quando marcou dez gols na campanha que levou o Milan ao seu sétimo título europeu.

Kaká, que trocou o tricolor do Morumbi pelo rubronegro milanês em 2003, está muito associado ao Milan, mas a relação parece desgastada depois da quinta posição da equipe no Campeonato Italiano de 2008 e da terceira colocação na atual temporada.

Ao contrário de tantos colegas, ele rejeitou em janeiro uma megaoferta do ainda inexpressivo Manchester City. Já o poderio do Real sempre o seduziu. Há dois anos, o Milan admitiu que o pai dele havia conversado com o time espanhol, e os rumores sobre uma eventual transferência nunca se dissiparam.

Kaká disse que ficaria no San Siro enquanto compartilhasse as metas do clube, mas dois fatos recentes mudaram a situação.

A volta de Florentino Pérez à presidência do Real alimentou as expectativas de uma nova era "galáctica" para o clube, enquanto a ida do treinador Carlo Ancelotti do Milan para o Chelsea deixou o brasileiro "órfão" de um mentor.

"Ele me fez virar um grande. Foi ele quem me abriu as portas do mundo", disse Kaká antes de o também brasileiro Leonardo ser indicado novo técnico do Milan, na semana passada.   Continuação...