9 de Junho de 2009 / às 15:29 / 8 anos atrás

Scolari vai treinar time do Uzbequistão Bunyodkor

<p>Luiz Felipe Scolarie, em foto de arquivo, ser&aacute; o novo treinador do time Bunyodkor, do Uzbequist&atilde;o.REUTERS/Eddie Keogh</p>

TASHKENT (Reuters) - O técnico Luiz Felipe Scolari foi anunciado nesta terça-feira pelo time Bunyodkor, do Uzbequistão, como novo treinador da equipe.

Scolari, campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002 e que foi demitido do Chelsea em fevereiro, assinou contrato com o time uzbeque por 18 meses.

“O futebol uzquebe está em ascensão agora, enquanto o Bunyodkor é um clube muito dinâmico com grande potencial”, disse Felipão, segundo o site do clube. “Sei que estou no lugar certo na hora certa.”

O treinador vai substituir outro brasileiro, Zico, que levou o Bunyodkor aos títulos nacional e da copa uzbeque, além de ter avançado para as semifinais da Liga dos Campeões da Ásia, no ano passado, antes de se transferir em dezembro para o CSKA Moscou.

O meia brasileiro Rivaldo, campeão do mundo com Felipão em 2002, é o principal nome no elenco do Bunyodkor.

”O objetivo é levar alguns nomes no futuro, com grande projeção, embora o maior nome tenha sido dado a contratação do Rivaldo, onde é considerado um ídolo, como no Brasil. Agora, com a minha ida como técnico, algumas coisas poderão ser acrescentadas, no sentido de outros nomes, e é mais ou menos esta ideia do projeto do clube e do país, declarou Felipão em nota.

“É um projeto que alguém precisa iniciar de uma forma diferente, como me foi proposta. Para, daqui a quatro, cinco, ou dez anos, o Uzbequistão esteja disputando em igualdade de condições, com outras grandes seleções uma classificação para todos os campeonatos que disputar”, afirmou o técnico, que assumirá o clube em 1o de julho.

O clube disse que está construindo um estádio para 35 mil lugares com o custo de 150 milhões de dólares. A previsão é que a arena esteja pronta até março do próximo ano.

Felipão rejeitou que dinheiro tenha sido o principal fator da transferência.

“Na minha opinião essa é uma das que devem ser consideradas por último, já que todas as outras são mais prioritárias que o envolvimento financeiro”, disse ele.

O treinador, que deixa o futebol europeu após seis anos e meio, incluindo uma passagem de cinco anos pela seleção portuguesa, não descarta voltar ao Brasil.

“Poderá surgir algum projeto na Europa, mas também existe uma grande possibilidade, depois de tanto anos fora do Brasil, porque vivi 6 anos entre Arábia e Kuwait, depois 6 anos entre Portugal e Inglaterra, mais um ano no Japão. Então, passei 13 anos fora do Brasil e como já está em uma fase final da minha carreira, eu imagino trabalhar mais 4 ou 5 anos.”

Por Gennady Fyodorov

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