Egito reclama de suposto uso de vídeo em jogo contra o Brasil

segunda-feira, 15 de junho de 2009 15:24 BRT
 

Por Paul Radford

BLOEMFONTEIN, África do Sul (Reuters) - O Egito apresentou um protesto formal junto aos organizadores da Copa das Confederações após a derrota por 4 x 3 para o Brasil nesta segunda-feira, alegando que o pênalti a favor do Brasil no fim do jogo foi só foi marcado com ajuda de imagens de televisão, o que seria ilegal.

O treinador do Egito, Hassan Shehata, disse em entrevista coletiva que sua equipe não estava contestando a decisão do árbitro inglês Howard Webb de marcar pênalti a favor do Brasil quando o reserva Ahmed Al Muhamadi tirou a bola com a mão em cima da linha do gol.

Al Muhamadi, que caiu no chão como se tivesse sido atingido no rosto, foi expulso em seguida.

Mas o técnico Shehata disse que Webb e o auxiliar tinham ambos assinalado escanteio e só mudaram de opinião após serem avisados pelo quarto árbitro que houve um toque de mão com a bola.

"Até onde eu sei, não há regras autorizando o uso de imagens", disse Shehata. "Não estamos contestando a decisão do árbitro, mas a forma como foi feita. Ou talvez as regras tenham sido modificadas e ninguém nos contou."

"Desde quando o regulamento diz que há um pênalti que não é marcado pelo árbitro? Levou três minutos para mudar a decisão enquanto o jogador recebia atendimento. A decisão foi modificada após uma comunicação do quarto árbitro, depois de assistir no monitor", acrescentou.

O técnico Dunga minimizou o lance, afirmando ser "problema do Egito, não nosso".

Ele afirmou que o árbitro tomou a decisão após ver que Al Muhamadi não tinha qualquer marca que indicasse que a bola tinha acertado o rosto dele.   Continuação...

 
<p>Jogadores brasileiros reclamam de p&ecirc;nalti cometido pelo eg&iacute;pcio Ahmed Al Muhammadi durante partida entre as duas sele&ccedil;&otilde;es pela Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es. O &aacute;rbitro marcou a penalidade e o Brasil bateu o Egito por 4 x 3 no est&aacute;dio Free State em Bloemfontein, na &Aacute;frica do Sul. REUTERS/Mike Hutchings</p>