Não podemos permitir outra atuação como essa, diz Kaká

segunda-feira, 15 de junho de 2009 16:35 BRT
 

Por Mike Collett

BLOMFONTEIN, África do Sul (Reuters) - A seleção brasileira não pode jogar tão mal quanto no segundo tempo da vitória de 4 x 3 sobre o Egito se quiser conquistar o título da Copa das Confederações, disse Kaká nesta segunda-feira.

O Brasil vencia a equipe do Egito por 3 x 1 no intervalo, pelo jogo de abertura do Grupo B, no estádio Free State, antes de permitir o empate dos rivais em 3 x 3.

Kaká abriu o placar para o Brasil aos 5 minutos e fez o quarto gol de pênalti nos acréscimos. Recém-contratado pelo Real Madrid por 94 milhões de dólares, o meia disse que mesmo os jogadores mais experientes têm a aprender com essa partida.

"Estávamos indo muito bem no primeiro tempo, mas cansamos, estamos sofrendo com a longa viagem, alguns jogadores só dormiram quatro ou cinco horas por noite desde que chegamos aqui", afirmou Kaká.

"Foi importante ganhar esse jogo, numa competição é importante ganhar o primeiro jogo. Mas não devemos deixar isso acontecer de novo."

O goleiro Júlio César, que tomou dois gols em um minuto, disse: "foi como um apagão no segundo tempo".

"Perdemos a concentração e permitimos que eles voltassem ao jogo e, como vimos, eles têm um time com bom passe".

"Eles jogaram um pouco como nós --mas nós permitimos que fizessem isso e eles quase nos puniram com o que seria um resultado muito frustrante", acrescentou.

Mohamed Zidan, que marcou dois gols pela seleção egípcia, disse que mesmo com a derrota, a atuação do time provou que eles podem se recuperar nas eliminatórias e chegar ao Mundial do ano que vem.

"Obviamente para nós, como campeões africanos, é mais importante a classificação para a Copa do Mundo do que vencer esse torneio, mas temos jogadores que podem nos trazer para a África do Sul no próximo ano", declarou.

 
<p>Kak&aacute; comemora o quarto gol do Brasil, segundo dele na vit&oacute;ria por 4 x 3 sobre o Egito na estreia da sele&ccedil;&atilde;o na Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es no est&aacute;dio Free State em Bloemfontein, &Aacute;frica do Sul. REUTERS/Mike Hutchings</p>