Crise da F1 se agrava após FIA dizer que negociações pararam

terça-feira, 16 de junho de 2009 10:40 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - A Fórmula 1 chegou a um de seus momentos de maior risco nesta terça-feira, quando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afirmou que as negociações com as equipes fracassaram e as polêmicas regras do Mundial de 2010 se mantiveram inalteradas.

Especialistas financeiros da Associação das Equipes de F1 (Fota) e da FIA se encontraram na segunda-feira para tentar superar um impasse sobre um teto orçamentário que ameaça dividir a categoria.

"Infelizmente, os representantes da Fota anunciaram que eles não tinham ordens para discutir as regras financeiras da FIA para 2010. De fato, eles não estavam preparados para discutir as regras", afirmou a Federação Internacional de Automobilismo em comunicado.

"Como resultado, o encontro não alcançou seu propósito de comparar as regras da FIA com as propostas da Fota com uma nova visão de encontrar uma posição em comum", acrescentou a nota.

"Na falta de um diálogo apropriado, as propostas financeiras da Fota foram discutidas, mas ficou claro que elas não seriam capazes de limitar os gastos de uma equipe que tivesse recursos para gastar mais que seus competidores. Outra disputa com braços financeiros seria então inevitável. As regras financeiras da FIA, portanto, permanecem como publicadas", concluiu.

A Ferrari, atual campeã de Construtores, ameaçou deixar a Fórmula 1 após 60 anos consecutivos de participação se um teto opcional de 40 milhões de libras (65,22 milhões de dólares), criado para ajudar novas equipes a entrarem na categoria e as mais antigas a lidarem com a falta de crédito, não for retirado.

Renault, Toyota e as duas escuderias da Red Bull também afirmaram que não aceitam as regras.

A FIA publicou sua lista de inscritos para 2010 na última sexta-feira com Ferrari e as equipes da Red Bull confirmadas contra suas vontades, e cinco outros times já existentes como participantes provisórios.   Continuação...

 
<p>Presidente da FIA, Max Mosley, em Monte Carlo. 23/05/2009. REUTERS/Robert Pratta</p>