Rio apresenta ao COI Copa do Mundo como vantagem por Jogos-2016

quinta-feira, 18 de junho de 2009 15:29 BRT
 

Por Karolos Grohmann

LAUSANNE, Suíça (Reuters) - A Copa do Mundo de 2014 no Brasil representa uma vantagem exclusiva da candidatura do Rio de Janeiro para sediar a Olimpíada dois anos depois, disse o secretário-geral da candidatura brasileira, Carlos Roberto Osório, nesta quinta-feira.

No dia em que as quatro candidatas aos Jogos de 2016 -- Chicago, Tóquio, Madri e Rio -- apresentaram os detalhes de suas propostas aos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) e à imprensa em salas abertas, depois das apresentações a portas fechadas na quarta-feira, cada uma das cidades ressaltou as suas vantagens.

O COI elegerá a vencedora no dia 2 de outubro, em Copenhague.

"Sediar a Copa do Mundo dois anos antes das Olimpíadas é uma grande vantagem", disse Osório à Reuters. O Rio tenta ser a primeira cidade da América do Sul a organizar uma Olimpíada.

"Teremos pronta a infraestrutura essencial, os aeroportos do Rio e de São Paulo serão melhorados até 2014, as telecomunicações, a tecnologia e os novos hotéis já estarão em funcionamento."

Osório afirmou que o orçamento para segurança estimado para as Olimpíadas, caso vença a candidatura do Rio, seria de 1,25 bilhão de dólares, com 40 por cento desse montante já coberto pelo orçamento da Copa do Mundo.

"Até 2016 teremos pessoal treinado, com experiência em evento internacional", afirmou Osório. "A Copa do Mundo atua em nosso favor."

Enquanto o Rio apresentou a Copa do Mundo como vantagem, Madri salientou sua experiência e os bons contatos feitos durante a candidatura anterior da cidade, quatro anos atrás, quando saiu derrotada para Londres.

"Não há muitas chances de encontrar os membros do COI. O contato são bem mais fáceis para nós desta vez", disse a chefe da candidatura de Madri, Mercedes Coghen, à Reuters.

 
<p>Carlos Roberto Os&oacute;rio, secret&aacute;rio-geral da campanha do Rio de Janeiro para receber os Jogos Ol&iacute;mpicos de 2016, apresenta o projeto da cidade em Lausanne, na quarta-feira. 17/06/2009/ REUTERS/POOL/Dominic Favre</p>