África do Sul pede à Uefa para combater racismo

sábado, 20 de junho de 2009 15:43 BRT
 

Por Mike Collett

JOHANNESBURGO (Reuters) - A Uefa deve tomar medidas mais drásticas contra o racismo e a discriminação no futebol, disse neste sábado Tokyo Sexwale, membro do comitê organizador da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.

No lançamento da campanha da Fifa contra o racismo que acontecerá durante as semifinais da Copa das Confederações, na próxima semana, Sexwale disse que a entidade que comanda o futebol Europeu, a Uefa, deveria impor punições mais pesadas na luta contra a discriminação.

"Preocupa-nos ver os monstros do racismo levantando sua cabeça em países como a Espanha novamente", declarou Sexwale, que é membro do comitê da Fifa para Fair Play e Responsabilidade Social.

"Acredito que uma das coisas mais importantes nesta luta contra a discriminação e o racismo é como os dirigentes esportivos reagem quando vêm atos de racismo", acrescentou.

"A Uefa dá punição suficiente quando essas coisas acontecem? Acho que nós deveríamos exigir que a Uefa seja mais rigorosa porque, se você não pune exemplarmente, parece que não está levando a sério a questão do racismo."

"Mesmo que seja um jogador irlandês sendo discriminado por um jogador inglês, ou um russo discriminando um ucraniano, ou um brasileiro a um africano, por questões de racismo, é nisso que devemos nos focar. Isso precisa ser parado."

NOVA REGRA

A Uefa tem sido acusada de no passado ter imposto penalidades e multas mínimas quando o racismo aconteceu em seus jogos.   Continuação...

 
<p>A Uefa deve tomar medidas mais dr&aacute;sticas contra o racismo e a discrimina&ccedil;&atilde;o no futebol, disse neste s&aacute;bado Tokyo Sexwale, membro do comit&ecirc; organizador da Copa do Mundo de 2010 na &Aacute;frica do Sul. REUTERS/Mike Hutchings</p>