Mosley diz que equipes não o forçarão a deixar comando da FIA

terça-feira, 23 de junho de 2009 10:57 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, disse que não será forçado a deixar o cargo pelas equipes e montadoras que ameaçam criar um campeonato próprio de Fórmula 1.

Em uma carta enviada a todas as federações filiadas à FIA, Mosley disse que, na verdade, avalia se tentará se reeleger ao comando da entidade que controla o automobilismo mundial.

"Nas últimas semanas ficou cada vez mais claro que um dos objetivos das equipes dissidentes é a minha renúncia", disse Mosley a carta, a qual a Reuters teve acesso.

"No entanto, à luz dos ataques ao mandato que vocês me confiaram, tenho de refletir se minha decisão inicial de não disputar a reeleição era a mais correta", disse.

O conselho mundial da FIA, de 26 membros e formado principalmente por federações nacionais, deve se reunir na quarta-feira em Paris, e a ameaça de dissidência na principal categoria do automobilismo deve ocupar o topo da agenda.

Mosley, que sobreviveu a uma série de pedidos pela sua renúncia no ano passado após um escândalo sexual sadomasoquista, disse, após receber um voto de confiança em maio de 2008, que deixaria o cargo em outubro deste ano.

"São os membros da FIA, e somente eles, que decidem sobre seu líder democraticamente eleito, não a indústria automotiva e muito menos os indivíduos contratados por elas para dirigir suas equipes de Fórmula 1", disse.

Oito equipes, incluindo a atual campeã dos construtores Ferrari, anunciaram que estão preparando seu próprio campeonato, após não conseguirem resolver diferenças com a FIA sobre as regras do campeonato do ano que vem e sobre os planos de corte nos orçamentos da categoria.   Continuação...

 
<p>Presidente da FIA, Max Mosley, em Silverstone. 21/06/2009. REUTERS/Yves Herman</p>