June 28, 2009 / 8:50 PM / 8 years ago

Brasil vira para 3x2 contra EUA e vence a Copa das Confederações

5 Min, DE LEITURA

<p>Jogadores da sele&ccedil;&atilde;o brasileira comemoram o t&iacute;tulo da Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es da &Aacute;frica do Sul em Johanesburgo 28/06/2009Jerry Lampen</p>

JOHANESBURGO (Reuters) - A seleção brasileira recuperou-se de dois gols sofridos no primeiro tempo e conseguiu uma emocionante vitória por 3 x 2 sobre os Estados Unidos, neste domingo, para conquistar o terceiro título da Copa das Confederações.

Depois de sair perdendo por 2 x 0 na etapa inicial, o Brasil contou com dois gols do atacante Luis Fabiano e um do capitão Lúcio no segundo tempo para virar o placar e aumentar para oito o número de vitórias consecutivas, com uma invencibilidade de mais de um ano e 16 partidas.

A conquista na África do Sul, a um ano da Copa do Mundo que será disputada no país africano, garantiu ao Brasil o segundo título consecutivo da Copa das Confederações, após o título de 2005 na Alemanha. A seleção também venceu o torneio em 1997.

"No primeiro tempo sem dúvida foi muito triste, a gente voltou para o segundo tempo acreditando. Só tenho a agradecer pelo grupo ter lutado até o final. Com certeza de virada ficou muito mais gostoso", disse o zagueiro Lúcio, emocionado, depois da partida.

O meia Kaká foi considerado o melhor jogador da competição, enquanto Luis Fabiano, além de artilheiro, ficou em segundo lugar.

Os Estados Unidos, que surpreenderam o mundo ao derrotar a campeã europeia Espanha na semifinal por 2 x 0, tiveram o goleiro Tim Howard eleito o melhor da posição e Clint Dempsey como o terceiro melhor jogador do torneio. Esse foi o melhor resultado da história da seleção masculina dos EUA numa competição internacional, ao contrário da equipe feminina, que é uma das potências mundiais.

A seleção do técnico Dunga, que já tinha passado um enorme sufoco na apertada vitória de 1 x 0 sobre a África do Sul na semi, levou o primeiro gol logo aos nove minutos, praticamente na primeira investida dos EUA ao ataque. Jonathan Spector avançou pela direita e cruzou para Dempsey, que desviou com um leve toque que matou o goleiro Julio César.

O Brasil continuou com maior posse de bola depois do gol, no entanto sem ameaçar o goleiro dos EUA. Os norte-americanos ampliaram aos 27, numa jogada de contra-ataque que pegou a defesa brasileira desmontada. Charlie Davis e Landon Donovan trocaram passes diante de apenas dois adversários até que Donovan driblou Ramires e tocou no canto do goleiro brasileiro.

A única chance real de gol criada pelo Brasil no primeiro tempo parou nas mãos do goleiro Tim Howard, que jogou para escanteio após chute cruzado de André Santos, numa boa bola enfiada por Robinho.

A reação do Brasil começou logo após o intervalo, com Luis Fabiano descontando para 2 x 1 com menos de 1 minuto na etapa final. O atacante, que terminou o torneio como artilheiro com 5 gols, recebeu de Maicon na entrada da área, girou sobre o marcador, e bateu forte no canto esquerdo de Howard.

Aos 15, os brasileiros reclamaram que uma bola de cabeça de Kaká teria sido tirada de dentro do gol pelo goleiro dos EUA, mas árbitro e auxiliar não marcaram o gol.

Daniel Alves, que marcou o gol da vitória brasileira sobre os sul-africanos após entrar no segundo tempo daquela partida, foi novamente colocado em campo pelo técnico Dunga para jogar improvisado na lateral-esquerda no lugar de André Santos. Elano também entrou, na vaga de Ramires.

O gol de empate brasileiro saiu aos 28, após jogada iniciada por Kaká. O camisa 10 fez uma boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Robinho, que chutou no travessão. No rebote, Luis Fabiano cabeceou sozinho para o gol.

O zagueiro Lúcio, um dos jogadores mais importantes da equipe brasileira, selou a vitória a seis minutos do final, numa cabeçada firme após cobrança de escanteio de Elano.

Antes da partida, a Fifa prestou uma homenagem ao ex-jogador de Camarões Marc-Vivien Foe, que morreu em campo durante a semifinal da Copa das Confederações de 2003. O filho de Foe, vestido com a camisa número 17 de Camarões usada pelo pai, fez um discurso emocionado de agradecimento à Fifa pelo apoio recebido desde a morte do meio-campista, que tinha 26 anos e sofreu um ataque cardíaco durante a partida contra a Colômbia.

Texto de Pedro Fonseca

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