Lúcio descarta papel de heroi da conquista em retorno ao Brasil

segunda-feira, 29 de junho de 2009 13:02 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Criticado no início de sua carreira na seleção brasileira antes da Copa do Mundo de 2002, o capitão Lúcio voltou ao país nesta segunda-feira como um dos principais responsáveis pelo tricampeonato da Copa das Confederações conquistado na África do Sul, mas rechaçou o título de heroi.

O zagueiro, que destacou-se durante toda a competição com atuações firmes na defesa e também arriscando-se no ataque, marcou o gol da vitória de virada por 3 x 2 sobre os Estados Unidos na final de domingo.

"Sem dúvida foi fundamental para mim e para a seleção essa conquista", disse o jogador no desembarque da seleção no Rio de Janeiro. "Não sou heroi. Todos desse grupo são herois", acrescentou.

Apesar do bom desempenho na Copa das Confederações, o capitão brasileiro vive um momento de incerteza sobre o seu futuro, uma vez que pode ser dispensado pelo clube alemão Bayer de Munique, que deseja reformular o elenco após a chegada do técnico holandês Louis Van Gaal.

"Não sei o que vai acontecer agora, só quero saber de descansar", disse Lúcio.

A conquista no país que realizará a Copa do Mundo no ano que vem coroou um período em que a seleção ficou junta por quase 30 dias, após disputar duas partidas pelas eliminatórias do Mundial antes de partir para a África do Sul.

O próximo compromisso oficial será contra a Argentina, no dia 5 de setembro, fora de casa, na retomada das eliminatórias.

"Acabamos de vencer nas eliminatórias, a Copa das Confederações, e passamos trinta dias juntos e já falam na Argentina. Essa á a nossa cultura," reclamou Dunga, no aeroporto. "Vamos relaxar um pouco agora."

Segundo Dunga, o grupo para a Copa do Mundo já começou a ser desenhado e os jogadores que estão atualmente no grupo obviamente levam vantagem, "mas o grupo não está fechado".

(Por Rodrigo Viga Gaier)

 
<p>Capit&atilde;o da sele&ccedil;&atilde;o brasileira L&uacute;cio caminha no aeroporto internacional do Rio de Janeiro 29/06/2009 REUTERS/Bruno Domingos</p>