Milan enfrenta protestos de torcida no início da pré-temporada

segunda-feira, 6 de julho de 2009 11:58 BRT
 

Por Mark Meadows

MILÃO (Reuters) - Torcedores do Milan protestaram contra a diretoria do clube no primeiro dia da pré-temporada de treinamentos nesta segunda-feira, após o dono do clube, Silvio Berlusconi, ter dito que o time continua sendo o mais forte da Itália.

Cerca de 100 torcedores do lado de fora do campo de treinamento entoaram frases e seguraram faixas criticando a política de contratações do clube, após a venda de Kaká ao Real Madrid e a falta de reforços de expressão.

O zagueiro brasileiro Thiago Silva, que assinou em janeiro mas que só vai estrear em agosto, substituirá o aposentado Paolo Maldini, mas por outro lado o Milan apenas recrutou jovens promissores.

"Ninguém na Itália, de um ponto de vista técnico, tem um time tão forte quanto o nosso... nem mesmo a campeã Inter", disse Berlusconi ao jornal Gazzetta dello Sport.

O time, terceiro colocado na Série A italiana na última temporada e sem um escudetto desde 2004, espera assinar com um atacante em breve. Jan Huntellar, do Real Madrid, Luis Fabiano, do Sevilla, Emmanuel Adebayor, do Arsenal, e Edin Dzeko, do Wolfsburg, são os candidatos.

Mas Berlusconi disse que o Milan não seria pressionado pela abundância dos valores após o Real ter esbanjado 67 milhões de euros (94 milhões de dólares) na compra de Kaká e a quantia recorde de 130 milhões de dólares pelo jogador do Manchester United Cristiano Ronaldo.

"O futebol deveria voltar à normalidade", disse o primeiro-ministro italiano. "Nós não deveríamos comprar a qualquer custo."

Jogadores estrangeiros na Espanha são beneficiados pelas leis de impostos vantajosas, mas em vez de sinalizar com mudança nas leis na Itália, Berlusconi, que também é o primeiro-ministro do país, preferiu apenas parabenizar o Real.   Continuação...

 
<p>Berlusconi, premi&ecirc; italiano e dono do clube Milan, que enfrenta protestos de torcedores ap&oacute;s ter dito que o time continua sendo o mais forte da It&aacute;lia. REUTERS/Remo Casilli</p>