Chefe da F1 Ecclestone se desculpa por comentário sobre Hitler

terça-feira, 7 de julho de 2009 14:50 BRT
 

Por Keith Weir

LONDRES (Reuters) - O chefe comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, pediu desculpas duas vezes nesta terça-feira por ter elogiado a habilidade de Adolf Hitler de "fazer as coisas", comentários que levaram um grupo judaico alemão a pedir um boicote à principal categoria do automobilismo mundial.

Ecclestone, de 78 anos, fez essa declaração em uma entrevista publicada pelo jornal The Times no sábado. Ele usou um artigo no mesmo jornal para fazer um pedido de desculpas, e mais tarde emitiu um comunicado para tentar acalmar o furor causado pelas afirmações antes do Grande Prêmio da Alemanha, nesse fim de semana.

"Eu me desculpo sem reservas pelas afirmações que fiz sobre Hitler em uma recente entrevista. Estou profundamente angustiado e envergonhado que essas declarações tenham sido usadas sugerindo que eu defendesse Hitler ou Saddam Hussein", disse Ecclestone em comunicado. "Eu nunca defenderia esse tipo de pessoa."

"Eu não deveria ter sido tão tolo como fui ao entrar num debate sobre essas pessoas, mas a culpa foi inteiramente minha, e eu me arrependo muito."

Ecclestone também se referiu ao ditador iraquiano Saddam em sua entrevista, dizendo: "Fizemos uma coisa terrível quando defendemos a ideia de derrubar Saddam Hussein. Ele era a única pessoa capaz de controlar aquele país."

No artigo dessa terça-feira no Times, Ecclestone retificou suas declarações sobre Hitler, em uma tentativa de esclarecer o que aconteceu.

"Durante os anos 1930, a Alemanha enfrentava uma crise econômica, mas Hitler foi capaz de reconstruir a economia, construindo a indústria alemã", disse ele.

"Isso era o que quis me referir quando disse que ele sabia fazer as coisas. Sou um admirador de boas lideranças, de políticos que mantêm suas convicções e dizem a verdade ao povo. Não sou um admirador de ditadores, que governam pelo terror."

 
<p>Chefe comercial da F&oacute;rmula 1, Bernie Ecclestone, em foto de arquivo, se desculpou por coment&aacute;rio sobre Hitler. REUTERS/Gareth Watkins</p>