July 14, 2009 / 3:58 PM / 8 years ago

Sindicatos da África do Sul anunciam mais greves

4 Min, DE LEITURA

<p>Foto de arquivo de sindicatos da &Aacute;frica do Sul em greve em Durban. 15/11/2007.Rogan Ward</p>

Por Agnieszka Flak e Alison Raymond

JOHANESBURGO (Reuters) - Sindicatos da África do Sul anunciaram que vão realizar greves em indústrias de papel, energia e químicas e disseram ser "altamente provável" que o movimento se estenda ao setor de mineração de ouro, decisão que aumenta a pressão sobre o presidente do país, Jacob Zuma.

Os trabalhadores do setor da construção na África do sul estão perto de um acordo com os empregadores para pôr fim a uma paralisação que suspendeu os trabalhos nos estádios da Copa do Mundo de 2010, mas as conversações continuam empacadas por causa dos esforços dos empregadores para impedir que eles tenham direito de iniciar novas greves.

A onda de paralisações no setor industrial representará um desafio para o presidente Zuma, que está enfrentando a primeira recessão do país em 17 anos. Ele tem muito pouca margem de manobra para atender às exigências de sindicatos aliados que estão demonstrando força desde que ele assumiu o poder, em maio.

Zuma chegou ao poder em parte por causa do apoio dos aliados esquerdistas do partido governista, o Congresso Nacional Africano, incluindo os poderosos sindicatos. Ele prometeu apoiar as camadas pobres da população, mas não às custas dos grandes negócios do país.

Analistas dizem que Zuma está com as mãos atadas por causa da desaceleração da economia, o que o deixa com pouco espaço para aplacar os sindicatos que se sentiram estimulados por sua ascensão ao poder.

As empresas, por sua vez, enfrentam a queda da demanda e a pressão de acionistas para cortarem custos.

Um sindicato sul-africano que representa trabalhadores nos setores de energia, papel e farmacêutico afirmou nesta terça-feira que será iniciada uma greve por aumento de salários, depois que as negociações com os empregadores fracassaram. A greve ameaça prejudicar o fornecimento de combustível e medicamentos.

As empresas desses setores incluem as fabricantes de papel Sappi, Mondi e o grupo petroquímico Sasol.

GREVE NA MINERAÇÃO

Trabalhadores do setor de mineração de ouro, um dos mais importantes da África do Sul, rejeitaram a última proposta patronal, de reajuste salarial 8 a 10 por cento, e uma greve é "altamente provável", informou o Sindicato Nacional dos Mineiros.

No setor da construção, os trabalhadores estão em greve desde quarta-feira, paralisando os trabalhos nos estádios da Copa do Mundo de 2010.

O Sindicado Nacional dos Mineiros, que também abrange os trabalhadores da construção, afirmou estar próximo de um acordo sobre a última proposta patronal de reajuste, de 11,5 por cento, mas se opõe a esforços dos empregadores para impedir novos movimentos de paralisação.

Está prevista uma reunião entre as duas partes na tarde desta terça-feira para discutir as divergências sobre a questão de greves futuras.

A greve paralisou os trabalhos nos estádios da Copa e no projeto de trem de alta velocidade para a região no entorno de Johanesburgo.

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