22 de Julho de 2009 / às 18:33 / 8 anos atrás

África do Sul é afetada por série de protestos

Por Michael Georgy

BALFOUR, África do Sul (Reuters) - Manifestantes de vários municípios da África do Sul atiraram pedras contra policias, que revidaram com gás lacrimogêneo e balas de borracha na quarta-feira, depois que milhares de pessoas marcharam numa demonstração de revolta com os serviços precários e a falta de emprego.

A propagação de protestos violentos aumentou a pressão sobre o presidente Jacob Zuma para que cumpra as promessas do governo de ajudar os pobres três meses após as eleições. Depois de uma onda de greves na maior economia da África, os protestos aumentam a incerteza no país.

A revolta, com cenas que lembraram a violência contra os estrangeiros registrada no ano passado que terminou com a morte de 62 pessoas, também prejudicou a esperança da África do Sul em apresentar uma imagem positiva a menos de um ano da Copa do Mundo.

“Isso é um problema para Jocob Zuma e para um governo em favor dos pobres assumindo o poder em meio à recessão global”, disse o analista independente Nic Borain.

“Isso será um desafio real para Jacob Zuma e para o seu governo...Não acredito que represente uma crise para o governo de Jacob Zuma, mas acho que é um desafio.”

Os manifestantes atiraram pedras nos carros e bloquearam uma rodovia perto de Johanesburgo. No distrito de Siyathemba, a 90 quilômetros da cidade, manifestantes que exigiam empregos e escolas melhores entraram em confronto com a polícia e ameaçaram o prefeito.

LUTA POR BENEFÍCIOS

Embora a revolta fosse dirigida em boa parte às autoridades locais, também havia insatisfação com o governo do Congresso Nacional Africano (CNA), no controle do país desde o fim do apartheid, em 1994.

“Esse governo é todo podre”, disse Bongani Mazibuko, desempregado há anos.

Os sul-africanos pobres reclamam de não ter recebido benefícios desde o fim do governo da minoria branca. Zuma prometeu fazer mais para ajudá-los, como principal ponto da plataforma eleitoral do CNA.

Mas o governo tem sido limitado pela primeira recessão da África do Sul em 17 anos, resultado da crise global, e evita qualquer política que possa desestimular o investimento local ou estrangeiro.

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