August 3, 2009 / 2:09 PM / 8 years ago

Sem traje novo, Phelps ofusca rivais em Roma

4 Min, DE LEITURA

Por Mark Meadows

ROMA (Reuters) - Michael Phelps não precisou de um novo traje de alta tecnologia para reafirmar sua superioridade no Mundial de Esportes Aquáticos em Roma.

O norte-americano chegou um pouco enferrujado depois das férias pós-Pequim, período que incluiu uma suspensão de três meses por ter admitido o uso de maconha. Mesmo assim, Phelps foi o maior vitorioso do torneio.

A sua final dos 100 metros borboleta no sábado, em que desbancou o recorde que pertencia ao rival sérvio Milorad Cavic, foi a grande prova em uma semana de torneio, e um dos maiores duelos dos últimos anos.

A derrota para o alemão Paul Biedermann na final dos 200 metros livres, na terça-feira, havia ameaçado sua meta de conquistar cinco medalhas de ouro, mas Phelps se recuperou com grande determinação.

"Nunca recuo de desafios, adoro desafios", disse Phelps, que também foi medalhista de ouro nos revezamentos 4x100m livre, 4x200m livre e 4x100m medley.

As vitórias vieram apesar de ele usar um traje Speedo que é considerado menos veloz que outros modelos mais novos. Por isso, na sua vitória dos 200 metros borboleta ele nadou apenas com a calça.

Os nadadores australianos, habitualmente rápidos, decepcionaram, e as conquistas de Phelps o ajudaram a resgatar a imagem do esporte, depois de toda a polêmica envolvendo os novos trajes.

A Fina, entidade que dirige a natação mundial, autorizou o uso dos novos trajes de poliuretano mesmo sabendo que eles iriam pulverizar todos os recordes mundiais. Mas em seguida, já durante o Mundial, a Fina anunciou que eles serão proibidos a partir de janeiro.

Um inédito total de 43 recordes mundiais caíram em Roma, e a volta dos trajes têxteis significa que eles dificilmente serão superados tão cedo.

Federica Pellegrini provavelmente teria vencido as provas de 200 e 400 metros livres sem o traje especial, mas os dois recordes batidos por ela foram tão significativos que deram munição aos críticos.

O brasileiro César Cielo também se destacou, com as vitórias nos 50 e 100 metros livres. Os surpreendentes ouros do húngaro Daniel Gyurta e da sérvia Nadja Higl, nas provas de 200 metros peito para homens e mulheres, mostraram que a piscina também pode ser lugar para namoros.

Os organizadores do torneio também se sentem vitoriosos com a competição, após sérios atrasos nos preparativos.

Duas quadras de tênis transformadas em piscina no Foro Italico se mostraram locais adequados para a emocionante final do polo aquático, vencida pela Sérvia, e para a demonstração de superioridade russa no nado sincronizado.

A tempestade que atingiu as instalações de águas abertas em Ostia não impediu o alemão Thomas Lurz de conquistar o ouro nas provas de 5 e 10 quilômetros, e o britânico Tom Daley, de apenas 15 anos, chamou a atenção do mundo ao desbancar os chineses no trampolim de dez metros.

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