ENTREVISTA-Copa na África do Sul unirá raças, diz dirigente

terça-feira, 4 de agosto de 2009 10:03 BRT
 

Por Barry Moody

JOHANESBURGO (Reuters) - A Copa do Mundo de 2010 na África do Sul terá um forte impacto na construção da harmonia racial e no estímulo ao futuro crescimento econômico na África do Sul, disse na terça-feira o presidente do comitê organizador do evento, Danny Jordaan.

Em entrevista, ele também minimizou as preocupações com transportes, acomodação e criminalidade durante a Copa.

Segundo ele, a Copa das Confederações, realizada em junho como ensaio para a Copa do Mundo, já mostrou que brancos e negros, ricos e pobres podem se misturar nas arquibancadas.

"É uma experiência que muita gente nunca teve neste país. Todas essas coisas passam o tipo de imagem e clima que queremos que o mundo veja, de um país de negros e brancos celebrando o futebol."

Para ele, o congraçamento racial durante a Copa "dará um passo significativo para a criação do país não-racial que (Nelson) Mandela sonhou."

Jordaan disse que o sucesso da Copa das Confederações, vencida pelo Brasil, mudou o clima que cercava o Mundial. O que antes era dúvida e questionamento virou agora ansiedade e excitação.

Sobre a criminalidade no país, onde há graves problemas de homicídios e estupros, Jordaan disse que os visitantes podem esperar a mesma situação que os 9,5 milhões de turistas que a África do Sul recebe anualmente, a maioria dos quais sem problemas.

Além disso, será mais fácil para a polícia monitorar torcedores, equipes e turistas, já que durante a Copa eles tendem a se congregar em lugares específicos.   Continuação...

 
<p>Danny Jordaan, presidente do comit&ecirc; organizador do evento, em Johanesburgo. 21/11/2008. REUTERS/Siphiwe Sibeko</p>