1 de Setembro de 2009 / às 13:57 / 8 anos atrás

Ecclestone teme que investigação leve a expulsão da Renault

<p>O dirigente da F&oacute;rmuila 1 Bernie Ecclestone gesticula ap&oacute;s encontro no Grande Pr&ecirc;mio de Val&ecirc;ncia. Ecclestone teme que investiga&ccedil;&atilde;o leve a expuls&atilde;o da Renault.23/08/2009.Heino Kalis</p>

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - As suspeitas de manipulação de resultados no Grande Prêmio de Cingapura do ano passado podem levar à expulsão da Renault da Fórmula 1, disse o dirigente Bernie Ecclestone na terça-feira.

"Não é o tipo de coisa que precisamos no momento", disse o britânico de 78 anos ao jornal Times. "Acho que para começar vai deixar a Renault ... Que eles deixem o esporte é um perigo, obviamente. Quero dizer: tomara que não seja assim, mas é o tipo de coisa que poderia acontecer."

A Honda deixou a F1 em dezembro, devido à crise global, e a BMW anunciou que fará o mesmo ao final desta temporada.

A FIA, Federação Internacional de Automobilismo, disse no domingo, durante o GP da Bélgica, que está investigando "supostos incidentes" numa corrida anterior. A entidade não deu detalhes, mas a imprensa brasileira disse que o incidente teria ocorrido durante o primeiro GP noturno da história da categoria, em setembro de 2008 em Cingapura.

Naquela ocasião, Fernando Alonso, da Renault, venceu a prova depois de largar em 15o lugar, beneficiando-se da entrada do safety car na pista, por causa de uma colisão envolvendo o brasileiro Nelsinho Piquet. O espanhol havia acabado de reabastecer quando o carro de segurança interrompeu o andamento normal da prova.

A Renault não comentou as especulações de que Piquet teria batido de propósito para ajudar seu colega. O dono da equipe, Flavio Briatore, é sócio de Ecclestone no time inglês de futebol Queen's Park Ranger.

"Tudo o que sei é que Flavio está insistindo que não sabe nada a respeito", disse Ecclestone ao Times, acrescentando que o italiano está "bem chateado, de verdade".

Nem Alonso nem Piquet comentaram o incidente. O pai do brasileiro, Nelson Piquet, foi campeão mundial em 1981 e 83 pela equipe Brabham, que pertencia a Ecclestone.

A Renault demitiu Piquet em agosto, depois de ele passar dez corridas sem pontuar. O piloto saiu queixando-se duramente de Briatore.

"Se for só o Nelsinho dizendo (que houve manipulação no seu acidente de Cingapura) porque quer dizer, é uma coisa. Se, por outro lado, houver alguma realidade nisso, aí é totalmente diferente", disse Ecclestone.

"Será difícil provar. Se houver algo no rádio que diga 'Ahn, Nelson, era melhor que você batesse agora', aí que diabos (a Renault) pode fazer? Depende exatamente do que resulta da investigação."

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