Ecclestone teme que investigação leve a expulsão da Renault

terça-feira, 1 de setembro de 2009 10:50 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - As suspeitas de manipulação de resultados no Grande Prêmio de Cingapura do ano passado podem levar à expulsão da Renault da Fórmula 1, disse o dirigente Bernie Ecclestone na terça-feira.

"Não é o tipo de coisa que precisamos no momento", disse o britânico de 78 anos ao jornal Times. "Acho que para começar vai deixar a Renault ... Que eles deixem o esporte é um perigo, obviamente. Quero dizer: tomara que não seja assim, mas é o tipo de coisa que poderia acontecer."

A Honda deixou a F1 em dezembro, devido à crise global, e a BMW anunciou que fará o mesmo ao final desta temporada.

A FIA, Federação Internacional de Automobilismo, disse no domingo, durante o GP da Bélgica, que está investigando "supostos incidentes" numa corrida anterior. A entidade não deu detalhes, mas a imprensa brasileira disse que o incidente teria ocorrido durante o primeiro GP noturno da história da categoria, em setembro de 2008 em Cingapura.

Naquela ocasião, Fernando Alonso, da Renault, venceu a prova depois de largar em 15o lugar, beneficiando-se da entrada do safety car na pista, por causa de uma colisão envolvendo o brasileiro Nelsinho Piquet. O espanhol havia acabado de reabastecer quando o carro de segurança interrompeu o andamento normal da prova.

A Renault não comentou as especulações de que Piquet teria batido de propósito para ajudar seu colega. O dono da equipe, Flavio Briatore, é sócio de Ecclestone no time inglês de futebol Queen's Park Ranger.

"Tudo o que sei é que Flavio está insistindo que não sabe nada a respeito", disse Ecclestone ao Times, acrescentando que o italiano está "bem chateado, de verdade".

Nem Alonso nem Piquet comentaram o incidente. O pai do brasileiro, Nelson Piquet, foi campeão mundial em 1981 e 83 pela equipe Brabham, que pertencia a Ecclestone.   Continuação...

 
<p>O dirigente da F&oacute;rmuila 1 Bernie Ecclestone gesticula ap&oacute;s encontro no Grande Pr&ecirc;mio de Val&ecirc;ncia. Ecclestone teme que investiga&ccedil;&atilde;o leve a expuls&atilde;o da Renault.23/08/2009.REUTERS/Heino Kalis</p>