ENTREVISTA-Reação à crise e Lula elevam chance de Rio-2016--Paes

terça-feira, 1 de setembro de 2009 17:53 BRT
 

Por Pedro Fonseca e Stuart Grudgings

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A resposta positiva do Brasil à crise econômica e o papel de liderança exercido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário global aumentaram as chances do Rio de Janeiro de vencer a disputa pelos Jogos Olímpicos de 2016, segundo o prefeito Eduardo Paes.

Em tom confiante, o prefeito afirmou em entrevista à Reuters nesta terça-feira que boa parte das obras previstas para os Jogos -- com um custo total estimado em 28,8 bilhões de reais -- será realizada mesmo que a cidade não saia vencedora da eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI), em Copenhague, no dia 2 de outubro.

O Rio, pela primeira vez entre os quatro finalistas após duas tentativas sem sucesso, aposta no legado da Copa do Mundo de 2014 e no apelo de trazer pela primeira vez uma Olimpíada para a América do Sul para desbancar as concorrentes Chicago, Madri e Tóquio.

A votação dos cerca de 100 eleitores do COI promete ser uma das mais apertadas dos últimos anos.

"Acho que (a crise) impactou positivamente. Acho que a reação do Brasil à crise, o controle dos mercados, a força da economia brasileira, impactaram positivamente", disse Paes, de 39 anos, em entrevista à Reuters na sede do governo carioca.

"A presença do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, como guardião da moeda, mostrando as perspectivas econômicas do Brasil, de fato foram muito importantes para que a gente pudesse alcançar uma posição de estar na disputa nesse momento", acrescentou.

Enquanto os Estados Unidos foram o epicentro da crise econômica e as economias de Japão e Espanha também entraram em recessão, o Brasil sofreu consequências menores e esboçou antes os primeiros sinais de saída da turbulência pela força do mercado interno e situação saudável dos bancos, segundo analistas.

Também pesa a favor do Rio a presença do presidente Lula como cabo eleitoral da cidade, segundo Paes. Lula incluiu na agenda de suas viagens ao exterior reuniões com dirigentes esportivos e continuará a pedir votos durante a sessão do COI que escolherá a cidade vencedora, quando deve travar uma batalha nos bastidores com outros chefes de Estado, incluindo o norte-americano Barack Obama, defensor da proposta de Chicago.   Continuação...

 
<p>Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sorri durante entrevista com a Reuters no Pal&aacute;cio da Cidade 01/09/2009 REUTERS/Sergio Moraes</p>