Dunga se diz "completamente diferente" de Maradona

quarta-feira, 2 de setembro de 2009 18:52 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O técnico Dunga disse nesta quarta-feira ser "completamente diferente" de Diego Maradona, comandante da adversária Argentina, que o Brasil enfrenta no sábado pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.

"Não tem nada a ver um com o outro. Totalmente diferente. Em todos os sentidos", disse Dunga em entrevista coletiva após o treino da seleção em Teresópolis, ao responder a um jornalista que pediu uma comparação entre o técnico e Maradona.

"O futebol com 11 Maradonas não iria dar certo, o futebol com 11 Dungas não iria dar certo. Cada um tem sua característica e sua forma de ser, totalmente diferente um do outro", completou.

Maradona tem procurado apimentar a partida entre os arquirrivais sul-americanos com declarações polêmicas. Ele já afirmou, por exemplo, que os argentinos têm mais "fome de glória" que os brasbrasileirosleiros e também pediu que a partida seja disputada no mais acanhado estádio do Rosario Central, em vez do tradicional Monumental de Nuñez, do River Plate, para aumentar a pressão sobre os brasileiros.

Dunga, por sua vez, procurou manter-se longe das controvérsias e minimizou a rivalidade com Maradona, contra quem atuou como jogador em partidas entre as duas seleções.

"Eu não me preocupo com os outros, eu me preocupo com a seleção brasileira", disse. "Cada um teve sua história como jogador e agora está trilhando como treinador."

Questionado se colocará uma marcação especial sobre o atacante Lionel Messi, principal estrela da equipe argentina, Dunga sinalizou que o astro do Barcelona não receberá atenção especial da defesa brasileira.

"Temos que ter precauções naturais, mas temos que jogar também", comentou.

O treinador reclamou, ainda, das questões extracampo que envolvem a seleção brasileira e de ter que "apagar um incêndio por dia" no cargo.   Continuação...

 
<p>O t&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o brasileira Dunga rejeita compara&ccedil;&otilde;es com Maradona REUTERS/Sergio Moraes</p>