ENTREVISTA-Tóquio vê apoio popular maior que em pesquisa do COI

quinta-feira, 3 de setembro de 2009 09:26 BRT
 

Por Dan Sloan

TÓQUIO (Reuters) - O comitê da candidatura de Tóquio para as Olimpíadas de 2016 afirma que o apoio público para que a cidade seja sede dos Jogos está perto de 80 por cento, muito acima dos 55,5 por cento citados em um relatório de avaliação do Comitê Olímpico Internacional.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou o relatório da comissão de avaliação na quarta-feira, afirmando que as quatro cidades candidatas --Chicago, Madri, Rio de Janeiro e a capital japonesa-- estão em uma disputa apertada, sem favoritos, para a indicação aos Jogos de 2016.

Tóquio, que sediou a Olimpíada de 1964, recebeu elogios pelo fundo já garantido de 3,7 bilhões de dólares e pelo projeto compacto, apoiado por um sistema de transporte público eficiente.

Mas o apoio público "relativamente baixo" à candidatura da capital japonesa foi citado como motivo de preocupação para os membros do COI. A pesquisa do COI foi feita em fevereiro.

Tsunekazu Takeda, vice-presidente do comitê da candidatura de Tóquio, disse à Reuters em entrevista nesta quinta-feira que sondagens realizadas mais tarde mostram um apoio muito mais alto, de cerca de 80 por cento.

"Agora não estamos com 55 ou 56 por cento, é uma grande mudança", disse. "A porcentagem está crescendo, e após a visita da comissão de avaliação, mais de 80 por cento" mostram apoio.

Takeda afirmou que cerca de 20 milhões de pessoas que moram na região metropolitana de Tóquio simpatizam com a candidatura, e também citou a grande audiência dos Jogos de 2008 como um sinal de interesse nas Olimpíadas.

A comissão de avaliação, com 13 membros, fez inspeções em abril e maio sobre vários temas, como acomodação, segurança, transporte, locais de competição e apoio popular.   Continuação...

 
<p>Vice-presidente da candidatura T&oacute;qui 2016, Tsunekazu Takeda, posa ao lado de integrantes da campanha com o relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o do COI nas m&atilde;os 02/09/2009 REUTERS/Kim Kyung-Hoon</p>