Camarões depositam esperanças em Eto'o para Copa de 2010

sexta-feira, 4 de setembro de 2009 09:31 BRT
 

Por Mark Gleeson

JOHANESBURGO (Reuters) - A República de Camarões confia a Samuel Eto'o suas escassas chances de classificação para a Copa do Mundo de 2010, colocando o polêmico atacante na liderança de partidas vitais ao longo da semana que vem.

O centroavante da Inter de Milão, cujas contribuições ao país no passado foram contrabalançadas por seu temperamento imprevisível, está sendo escalado pelo novo técnico Paul LeGuen como potencial salvador da seleção camaronesa.

Os Camarões precisam derrotar o vizinho Gabão duas vezes em cinco dias para reviver suas esperanças no Grupo A, sábado no campo adversário e na quarta-feira seguinte em sua casa.

A disputa é uma das várias da eliminatória africana, que chega ao seu clímax.

Gana, que lidera o Grupo D, pode ser o primeiro classificado do continente, enquanto a Costa do Marfim tem a chance de ficar a um ponto de uma vaga no mundial da África do Sul pelo Grupo E.

A República dos Camarões só obteve um ponto em suas duas primeiras partidas, um resultado que custou ao veterano técnico alemão Otto Pfister seu cargo em maio.

Desde então LeGuen assumiu e em seu primeiro jogo no mês passado, uma vitória em um amistoso com a Áustria, retirou o capitão Rigobert Song da posição que ocupava há tempos para instalar Eto'o como novo líder da equipe.

"É minha responsabilidade como técnico fazer essas escolhas. Faço coisas que são do interesse do time para tentar garantir o melhor resultado possível", disse ele em entrevista publicada no site da Federação de Futebol Camaronesa (www.fecafootonline.com.).

LeGuen, que deixou seu posto no Paris St Germain no final da temporada, disse ao diário francês L'Equipe acreditar que Camarões ainda podem reviver suas chances.

"Embora seja difícil, não é impossível", disse ele.

 
<p>O jogador da Inter Samuel Eto'o comemora vit&oacute;ria contra o Milan. Camar&otilde;es depositam esperan&ccedil;as em Eto'o para Copa de 2010.29/08/2009.REUTERS/Alessandro Garofalo</p>