September 8, 2009 / 11:06 PM / in 8 years

Argentinos lutam para manter fé em Maradona

4 Min, DE LEITURA

<p>Diego Maradona p&otilde;e sua reputa&ccedil;&atilde;o em jogo na quarta-feira contra o Paraguai, em Assun&ccedil;&atilde;o, numa partida que pode deixar a sele&ccedil;&atilde;o argentina sob um risco ainda maior de n&atilde;o se classificar para a Copa de 2010.Enrique Marcarian (ARGENTINA SPORT SOCCER)</p>

Por Luis Andrés Henao

BUENOS AIRES (Reuters) - Diego Maradona põe sua reputação em jogo na quarta-feira contra o Paraguai, em Assunção, numa partida que pode deixar a seleção argentina sob um risco ainda maior de não se classificar para a Copa de 2010.

Maradona já testou 62 jogadores desde que se tornou técnico da seleção, há dez meses. Nesse período, o time perdeu três dos cinco jogos que disputou pelas eliminatórias, e agora ocupa apenas o quarto lugar, depois da derrota em casa por 3 x 1 contra o Brasil.

Apenas os quatro primeiros colocados têm vaga garantida para a África do Sul, e o quinto disputa uma repescagem contra uma equipe da Concacaf. Faltam apenas três rodadas para o final das eliminatórias.

Uma derrota na quarta-feira deixaria a Argentina perigosamente próxima da eliminação - algo tido por muitos como impensável, pois seria inédito em quatro décadas de eliminatórias.

"O mito de Maradona não está em risco em termos do que lhe aconteceu como jogador. O símbolo de Maradona agora está em dúvida como técnico," disse Pablo Alabarces, professor da Universidade de Buenos Aires e autor de um livro sobre o futebol e a cultura popular.

"Se ele se provasse um grande técnico (...) e houvesse expectativa de um título mundial, seu status mítico teria se confirmado," acrescentou.

Maradona, que saiu de uma favela portenha para se tornar o maior ídolo argentino da sua geração - especialmente por sua participação na conquista da Copa de 1986 -, lutava contra o alcoolismo, as drogas e a obesidade desde que deixou os gramados. Por isso, a indicação para dirigir a seleção, apesar da sua relativa inexperiência como treinador, já havia sido um feito notável.

Mas as lembranças dos seus tempos de jogador fizeram com que as expectativas fossem maiores, e os céticos já apontavam que ele havia tido apenas duas breves passagens como treinador no começo da década de 1990, no modesto Deportivo Mandiyú e no Racing Club.

Agora, a torcida começa a ficar realmente preocupada.

"Ele está indo muito mal," disse Carlos Terry, 67 anos, que visitava o estádio do Boca Juniors, onde seu filho e seu neto posavam ao lado de uma estátua de cobre do ídolo.

"Ele só treinou o Racing e um clube menor. Então que experiência ele tem? Todo o amor e fanatismo que as pessoas sentem por ele vão se perder neste estágio."

Preparando-se para o jogo crucial em Assunção, Maradona fez várias mudanças no time e preferiu realizar treinos longe do olhar da mídia.

Mas, a despeito do que aconteça na quarta-feira, seu nome viverá para sempre como um dos maiores jogadores da história.

No proletário bairro da Boca, onde o craque se consagrou, sua imagem e sua camisa 10 cobrem várias paredes.

"Mesmo se perder o próximo jogo de 20 x 0, sua imagem não será afetada," disse Jorge Godoy, 55 anos, que dedica a Maradona toda uma sala da sua loja, especializada em artigos de futebol. "O que ele fez no passado não pode ser levado embora."

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