Nelsinho ataca Briatore e espera voltar à Fórmula 1

segunda-feira, 21 de setembro de 2009 12:05 BRT
 

Por Alan Baldwin

PARIS (Reuters) - O ex-piloto da Renault Nelsinho Piquet voltou a atacar o ex-chefe da equipe Flavio Briatore, nesta segunda-feira, e demonstrou arrependimento por ter participado da manipulação de uma corrida de Fórmula 1 no ano passado.

Após a Renault ter recebido uma pena condicional de 2 anos de exclusão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) por ter mandado Nelsinho bater de propósito em um muro no GP de Cingapura de 2008, o brasileiro disse que espera ter a chance de "começar do zero" em outra escuderia.

Nelsinho, que fez a denúncia da armação à FIA após ter sido demitido pela equipe em agosto, disse em um comunicado emotivo que sua passagem pela Renault sob comando de Briatore foi um pesadelo.

"Após sonhar em me tornar um piloto de Fórmula 1 e ter trabalhado tanto para chegar lá, eu me vi à mercê do sr. Briatore", disse ele.

"Seu verdadeiro caráter, que antes só era conhecido por aqueles que ele tratava dessa forma, agora foi revelado. O sr. Briatore foi meu agente e chefe de equipe, ele tinha o meu futuro em suas mãos, mas não se importou. No GP de Cingapura, ele me isolou e me empurrou para o ponto mais baixo que já tive em toda a minha vida", acrescentou.

A FIA excluiu Briatore do esporte, inclusive proibindo o agenciamento de pilotos. Briatore e o ex-engenheiro-chefe da equipe, Pat Symonds --que foi suspenso por cinco anos-- já tinham deixado a Renault.

"Estou aliviado que a investigação da FIA agora esteja concluída", acrescentou Nelsinho, que pediu desculpas à FIA e aos fãs.

"Me arrependo amargamente de ter seguido as ordens que recebi. Desejo todos os dias que não tivesse feito isso", disse ele.   Continuação...

 
<p>Nelson Piquet Jr, ex-piloto da Renault na F1, chega para audi&ecirc;ncia na sede da FIA. Nelsinho Piquet voltou a atacar o ex-chefe da equipe Flavio Briatore, nesta segunda-feira, e demonstrou arrependimento por ter participado da manipula&ccedil;&atilde;o de uma corrida de F&oacute;rmula 1 no ano passado.21/09/2009.REUTERS/Gareth Watkins</p>