September 22, 2009 / 5:53 PM / 8 years ago

África do Sul reduz homicídios antes da Copa do Mundo

3 Min, DE LEITURA

Por Wendell Roelf

CIDADE DO CABO (Reuters) - A África do Sul está combatendo o crime violento e conseguiu reduzir os índices de homicídio às vésperas de o país receber a Copa do Mundo de 2010, disse o ministro da Polícia do país, Nathi Mthethwa

Ele afirmou, porém, que alguns dos crimes mais preocupantes, como os roubos a residências e escritórios, que podem abalar a confiança dos empresários, aumentaram.

Cerca de 50 pessoas são assassinadas todos os dias na África do Sul, às vezes apenas por causa de um telefone celular, enquanto policiais mal equipados enfrentam o que o governo chama de "campo de batalha" na maior economia da África.

O presidente Jacob Zuma indicou um chefe de polícia linha dura que prometeu tornar as ruas seguras antes da Copa do Mundo do ano que vem, com a qual o governo espera atrair milhões de dólares com turismo e prestígio internacional.

Mthethwa divulgou nesta terça-feira as estatísticas anuais sobre a violência -- de abril de 2008 a março de 2009 --, registrando haver pouco menos de 2,1 milhões de crimes graves, como homicídio, assaltos violentos, estupro e roubo de carros.

"Durante esse período, os homicídios caíram 3,4 por cento e a tentativa de homicídio, 4,3 por cento", disse Mthethwa a jornalistas.

Dos 18.143 casos de homicídio registrados no país, mais de três quartos foram causados por facadas e tiros.

Os criminosos com frequência escapam da punição em razão das falhas de um sistema judiciário sobrecarregado e os analistas afirmam que o trabalho policial precário torna difícil efetivar as condenações.

O combate a esses problemas é crucial se a África do Sul, que vive sua primeira recessão em 17 anos, quiser garantir aos investidores que é seguro fazer negócio no país, e evitar que os profissionais sul-africanos bem qualificados se mudem para o exterior.

"Estamos muito preocupados com o aumento nos assaltos a residências que, durante o último ano financeiro, subiu 27,3 por cento", disse Mthethwa a repórteres.

"Esse é um dos crimes mais invasivos e personaliza a experiência do crime. A casa de uma pessoa é a última linha de defesa dela."

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