Líderes de países candidatos se preparam para votação por 2016

quinta-feira, 24 de setembro de 2009 11:03 BRT
 

Por Karolos Grohmann

BERLIM (Reuters) - Sejam eles presidentes, reis ou premiês, os chefes de Estado têm participado cada vez mais ativamente dos processos de escolha de sedes do Comitê Olímpico Internacional (COI) nos últimos anos, angariando votos para suas candidaturas.

Quando o COI se reunir em Copenhague no dia 2 de outubro para eleger a sede da Olimpíada de 2016, Chicago, Tóquio, Rio de Janeiro e Madri vão contar com o apoio de importantes líderes políticos para convencer os 115 eleitores.

Até poucos anos atrás, os chefes de Estado não participavam tão ativamente da votação olímpica.

No entanto, o tamanho e orçamento cada vez maiores dos Jogos e o escândalo de propina da Olimpíada de Inverno de 2002 em Salt Lake City, quando presentes foram trocados por votos, contribuíram para uma nova prática eleitoral, uma vez que os membros do COI foram impedidos de viajarem para as cidades candidatas.

Em 2005, quando o COI estava escolhendo a sede dos Jogos de 2012, o então premiê britânico Tony Blair voou para Cingapura para reunir-se com dezenas de membros do COI e defendeu ativamente a proposta de Londres.

O líder francês Jacques Chirac também estava lá, no entanto fez o mínimo de reuniões acreditando que a favorita Paris já estava garantida como vencedora.

Como já aconteceu várias vezes em votações do COI, a favorita foi batida e Londres comemorou uma vitória inesperada creditada em grande parte ao lobby feito por Blair.

A presença do líder russo, Vladimir Putin, na sessão de 2007 na Guatemala também conquistou votos importantes para Sochi, que bateu a favorita austríaca Salzburg.   Continuação...