Brasil acompanha possível entrada de Obama em corrida por 2016

sexta-feira, 25 de setembro de 2009 13:46 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO (Reuters) - A possível entrada do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na busca por votos para a candidatura Chicago a sede dos Jogos Olímpicos de 2016 está sendo monitorada por autoridades brasileiras, que apostam no prestígio internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer o Rio de Janeiro.

Um porta-voz de Obama disse na quinta-feira que é "perfeitamente" possível que o presidente viaje a Copenhague para a votação do Comitê Olímpico Internacional (COI) no dia 2 de outubro, acrescentando um novo componente à disputa após Obama ter descartado acompanhar a sessão do COI para dedicar-se à reforma do sistema de saúde dos EUA.

"A gente está bem, mas esse lobby do Obama não estava nos planos e não sabemos o que vai dar", disse à Reuters uma fonte ligada ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual do Rio de Janeiro.

Obama, que segundo os planos oficiais será representado pela mulher Michelle em Copenhague, entrou com mais afinco no processo de votação olímpica nas últimas semanas, quando enviou cartas aos membros do COI declarando apoio à Chicago -- seu berço político.

O ministro brasileiro dos Esportes, Orlando Silva, que na última semana disse que a ausência de Obama da votação seria sentida pela candidatura norte-americana, defendeu o papel exercido pelo presidente Lula em prol da candidatura do Rio.

"Imagino que o presidente Lula tem um prestígio enorme no COI e demos boas garantias governamentais do projeto ao comitê", disse ele à Reuters.

"Deixe o Obama em paz e tranquilo cuidando dos americanos", despistou o ministro.

Apesar do fortalecimento de Chicago com a eventual presença de Obama, o clima é de confiança entre as autoridades do Rio e uma grande festa está programada para a praia de Copacabana.   Continuação...

 
<p>O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participou de evento na Casa Branca semana passada para promover a candidatura de Chicago e sede dos Jogos Ol&iacute;mpicos de 2016. REUTERS/Larry Downing</p>