Zapatero destaca "unidade" da candidatura olímpica de Madri

segunda-feira, 28 de setembro de 2009 10:10 BRT
 

MADRI (Reuters) - O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, salientou na segunda-feira a unidade e o apoio popular da candidatura de Madri para receber os Jogos Olímpicos de 2016. A escolha será anunciada na sexta-feira em Copenhague pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

"Madri tem uma boa candidatura", disse Zapatero à rádio Cadena Ser. "Na minha opinião, temos as instalações mais avançadas, um modelo de Jogos Olímpicos moderno e sólido."

A capital espanhola compete com Rio de Janeiro, Chicago e Tóquio. Nenhuma das cidades-candidatas aparece como franca favorita, e o presidente do COI, Jacques Rogge, disse que a decisão pode se dar por uma margem de apenas dois votos entre os delegados. Dois votos, aliás, foi a diferença que fez Londres superar Madri há quatro anos na última rodada de votação para a escolha dos Jogos de 2012.

No domingo, cerca de 500 mil pessoas, segundo organizadores, se reuniram na praça Cibeles, no centro de Madri, para manifestar apoio à empreitada. A multidão formou um mosaico humano com a forma do logotipo da candidatura --uma mão espalmada com as cores dos anéis olímpicos.

"Madri ontem mostrou claramente esse apoio popular. Foi emocionante", comentou o secretário de Esportes do governo, Jaime Lissavetzki, também à Cadena Ser. "Acho que Madri e toda a Espanha estão voltadas (para o projeto), noto que todo mundo o quer, porque será bom para Madri e para a Espanha", afirmou.

Zapatero e o rei Juan Carlos 2o viajarão à Dinamarca para defender a candidatura madrilenha.

Entre todas as cidades candidatas, Madri é a que tem maior apoio popular, mas em 2 de setembro recebeu um balde de água fria da Comissão de Avaliação do COI, que apontou em seu relatório final uma "qualidade variada" na documentação e apresentação da candidatura madrilenha.

As autoridades espanholas minimizaram a importância dessa avaliação e manifestaram otimismo, dizendo que as deficiências apontadas eram puramente formais.

Além disso, o governo alterou a legislação antidoping do país, depois de o COI afirmar que não tinha certeza de que as leis vigentes atenderiam às exigências do código da Agência Mundial Antidoping.

(Reportagem de Cristina Fuentes-Cantillana)