Apoio na América do Sul é trunfo do Rio 2016, "pero no mucho"

terça-feira, 29 de setembro de 2009 13:27 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Rio de Janeiro tem como lema de sua candidatura à Olimpíada de 2016 trazer o movimento olímpico pela primeira vez para a América do Sul. Mas a ajuda do região à cidade na escolha desta semana será menor do que gostariam.

Dos 106 membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) que participam da votação do dia 2 de outubro em Copenhague apenas cinco são sul-americanos, dos quais dois são brasileiros -- o chefe da campanha Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, e o ex-presidente da Fifa João Havelange.

Peru, Uruguai e Colômbia são os outros únicos países da região com representantes no colégio eleitoral que decidirá a sede dos Jogos de 2016 entre Rio, Chicago, Madri e Tóquio.

"O que o Brasil está fazendo é algo fantástico para a América do Sul... obviamente tem todo o apoio de Chile", disse à Reuters Neven Ilic, presidente do Comitê Olímpico Chileno, cujo apoio, no entanto, não vai reverter em votos.

Para a presidente do Comitê Olímpico Argentino, Alicia Morea, cujo país também não tem representação no COI, a falta de eleitores sul-americanos pode ser compensada pela presença em Copenhague do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma vez que os chefes de Estado vem tendo papel cada vez mais importantes nas votações olímpicas.

"A presença de um presidente é algo que marca muito uma votação", disse ela à Reuters. "Quando Sochi foi eleita (sede dos Jogos de Inverno de 2014), antes da votação já se sabia que eles iam ganhar pela presença de (Vladimir) Putin, estavam todos hipnotizados", afirmou.

"Lula também tem muita força, é muito considerado", acrescentou.

Além de ter presença confirmada em Copenhague, Lula fez campanha pela candidatura brasileira durante várias viagens ao exterior. O rei Juan Carlos, da Espanha, também irá à votação, assim como o novo premiê do país, Yukio Hatoyama.   Continuação...

 
<p>Est&aacute;dio do Maracan&atilde; em projeto para os jogos ol&iacute;mpicos de 2016. Ajuda da Am&eacute;rica do Sul &agrave; cidade &eacute; menor que muitos gostariam. REUTERS/Rio2016/Handout</p>