ENTREVISTA-Rio aposta na emoção em reta final por 2016--ministro

quarta-feira, 30 de setembro de 2009 14:32 BRT
 

Por Pedro Fonseca

COPENHAGUE (Reuters) - A emoção é a aposta final do Rio de Janeiro para conquistar a Olimpíada de 2016, e estará presente tanto no último vídeo da apresentação da cidade, como no discurso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará aos eleitores do Comitê Olímpico Internacional

(COI).

A última apresentação de Rio, Chicago, Tóquio e Madri antes da votação de sexta-feira é vista como decisiva para conquistar eleitores ainda indecisos. A escolha pela sensibilização foi tomada porque o Rio acredita já ter provado sua capacidade técnica de receber o evento, disse o ministro dos Esportes, Orlando Silva Jr, nesta quarta-feira.

Em entrevista à Reuters a caminho da capital dinamarquesa, onde se encontrará com o presidente Lula e as demais autoridades da campanha do Rio, o ministro disse ainda que os Jogos criarão 120 mil empregos no país até 2016 e afirmou que um eventual sucesso olímpico não será utilizado politicamente na eleição presidencial de 2010.

Veja a seguir os principais trechos da entrevista:

RETA FINAL DE CAMPANHA

O nosso sentimento geral é de dever cumprido. Nós percebemos que tudo que era possível ser feito foi feito. Nos dá muita satisfação o fato de a avaliação técnica feita pelo COI ter indicado que o projeto do Rio é um projeto consistente, forte, que dá segurança ao COI que podemos realizar a Olimpíada.

Até aqui nós consumimos muito esforço com o trabalho técnico, porque ainda existia algum tipo de desconhecimento com relação ao Brasil, então nós precisávamos demonstrar capacidade de realizar. Os outros concorrentes já realizaram Jogos Olímpicos, mas o Brasil nunca, então ficamos muito focados em demonstrar tecnicamente a consistência da nossa proposta, a sustentabilidade dos nossos projetos.   Continuação...

 
<p>Ministro do Esporte, Orlando Silva, em foto de arquivo, disse &agrave; Reuters que a emo&ccedil;&atilde;o ser&aacute; a aposta do Rio na retal final para sediar a Olimp&iacute;ada de 2016. REUTERS/Stringer</p>