30 de Setembro de 2009 / às 19:44 / em 8 anos

Rei, primeira-dama e presidente pedem votos para Olimpíada 2016

Por Paul Radford

COPENHAGUE (Reuters) - O rei da Espanha, a primeira-dama dos Estados Unidos e o presidente brasileiro arregaçaram as mangas e se puseram a trabalhar nesta quarta-feira para transformar seu charme e prestígio em votos para as candidaturas olímpicas dos seus países.

O tapete vermelho do aeroporto de Copenhague foi rapidamente estendido e dobrado para receber sucessivamente o rei Juan Carlos, a primeira-dama Michelle Obama e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a dois dias da reunião do Comitê Olímpico Internacional (COI) que escolherá a sede da Olimpíada de 2016.

Chicago, Madri, Rio de Janeiro e Tóquio são as cidades candidatas na disputa que, segundo observadores, é a mais acirrada de toda a história dos Jogos Olímpicos modernos. O vencedor será anunciado pelo presidente do COI, Jacques Rogge, pouco depois das 13h30 de sexta-feira (hora de Brasília), após um dia inteiro de apresentações e votações dos mais de 100 membros do COI.

As casas de apostas londrinas apontam o favoritismo de Chicago depois que na segunda-feira a Casa Branca anunciou que o presidente dos EUA, Barack Obama, irá na sexta-feira a Copenhague para acompanhar sua esposa na apresentação.

Chicago está com uma cotação de 8/11 na casa de apostas William Hill, seguida pelo Rio (9/4), Tóquio (8/1) e Madri (16/1).

Michelle Obama assumiu uma atribulada agenda de conversas individuais com os membros do COI nas 48 horas finais de campanha. Logo depois de desembarcar, ela já estava no hotel onde se hospedam os eleitores.

“Estou muito feliz de estar aqui, estou muito animada”, disse ela aos jornalistas que a seguem. “Temos muito trabalho a fazer. Não estamos confiando em nada de antemão. Então vou conversar com alguns eleitores.”

O rei Juan Carlos também não perdeu tempo antes de aparecer no hotel para promover os méritos de Madri, enquanto Lula se encontrou com os membros do COI para enfatizar a alegria e espontaneidade da candidatura carioca.

O recém-eleito primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, deve chegar na quinta-feira à capital dinamarquesa para fazer campanha por Tóquio.

Mas nem todos aderem com tanto entusiasmo às campanhas das suas cidades.

“Não podemos nos dar ao luxo de fazer os Jogos (em Chicago). A cidade está quebrada”, disse Martin Macias Jr., do grupo No Games Chicago, no saguão do hotel-base do COI. A poucos metros dele, o chefe da candidatura norte-americana, Patrick Ryan, e outros dirigentes faziam o corpo-a-corpo com os eleitores.

O No Games Chicago participou de várias reuniões do COI ao longo do último ano para manifestar sua oposição à candidatura.

O canadense Dick Pound, ex-vice-presidente do COI, também questionou se Obama, que está fazendo uma grande aposta política ao se associar tão estreitamente à candidatura de Chicago, está agindo corretamente.

“É um risco”, afirmou. “Você tem o líder do mundo livre voando meio mundo. É um bom uso do tempo?”

Para ele, “é um pouco cedo” para prever o vencedor. “Não acho que haja um favorito. Certamente poderia haver três vencedores. Quatro é forçado”, disse ele, sem querer citar qual é a cidade azarã.

Reportagem adicional de Karolos Grohmann e Kevin Fylan

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