Crise em Honduras tira Amorim de lobby por Rio-2016

quinta-feira, 1 de outubro de 2009 07:41 BRT
 

Por Pedro Fonseca

COPENHAGUE (Reuters) - O chanceler Celso Amorim vai desfalcar o lobby brasileiro na campanha do Rio de Janeiro pelos Jogos Olímpicos de 2016 devido ao agravamento da crise política em Honduras, informou uma fonte do Itamaraty nesta quinta-feira.

O ministro das Relações Exteriores foi um importante defensor da candidatura Rio durante suas viagens ao exterior, mas cancelou a viagem à Copenhague, onde os eleitores do Comitê Olímpico Internacional (COI) decidem na sexta-feira entre Rio, Madri, Chicago e Tóquio, para se dedicar a uma solução do conflito entre o governo de facto e o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

"O ministro não virá, a situação em Honduras se agravou e ele está envolvido diretamente nessa questão", disse à Reuters uma fonte do Itamaraty na capital dinamarquesa.

Como as quatro cidades foram aprovadas tecnicamente pelo COI, a escolha da sede dos Jogos de 2016 depende muito da força política das concorrentes, tanto que todas contarão com o apoio de seus chefes de Estado na votação.

No caso do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma extensa agenda de encontros com os 97 membros do COI, iniciada logo após seu desembarque na quarta-feira.

Além de Lula e representantes do governo, como o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, há também celebridades como Pelé, o escritor Paulo Coelho e vários medalhistas olímpicos buscando votos para a cidade.

Zelaya, deposto em um golpe no final de junho e mandado por militares para fora de Honduras, voltou ao país na semana passada e abrigou-se na embaixada do Brasil, colocando o governo brasileiro no centro da crise.

De acordo com a fonte do Itamaraty, o chanceler brasileiro não pretende por enquanto viajar a Tegucigalpa.

 
<p>O chanceler Celso Amorim vai desfalcar a comitiva brasileira na disputa pela Olimp&iacute;ada de 2016 em Copenhague REUTERS/Roberto Jayme (BRAZIL POLITICS)</p>