"Fator Obama" encara a hora da verdade na candidatura olímpica

quinta-feira, 1 de outubro de 2009 13:42 BRT
 

Por Paul Radford

COPENHAGUE (Reuters) - Esporte e política convergem numa fusão potente na sexta-feira, com a credibilidade do presidente dos EUA em jogo, quando os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) vão escolher a sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Os trunfos em jogo dificilmente poderiam ser maiores do que serão quando mais de 100 membros do COI se reunirem no Centro de Convenções Bella, em Copenhague, para escolher entre as candidaturas rivais de Chicago, Madri, Rio de Janeiro e Tóquio.

Embora a disputa já seja vista há muito tempo pela maioria dos especialistas olímpicos como a mais apertada da história, com quatro potenciais candidatos vencedores concorrendo, não há dúvida de que o "fator Obama" exerce peso grande e garantiu que o Chicago seja uma das candidatas favoritas.

Até hoje, nenhum presidente norte-americano no exercício do cargo já discursou numa sessão do COI, mas Barack Obama decidiu correr o risco mais ousado a sua reputação política, optando por comparecer em pessoa para defender a candidatura de sua cidade.

Enquanto ele vai passar a noite num avião, de Washington a Copenhague, e irá diretamente para a sessão do COI, a primeira-dama Michelle Obama já terá passado 48 horas na capital dinamarquesa, fazendo uma série instigante de reuniões individuais com membros votantes do COI.

É provavelmente a maior campanha de persuasão por carisma já empreendida no movimento olímpico.

O "fator Obama" pode ser o grande trunfo de Chicago, mas isso não quer dizer que os três rivais da cidade estejam desistindo da disputa.

Madri afirma que, ao enviar a Copenhague tanto o rei Juan Carlos quanto o primeiro-ministro espanhol, José Luiz Zapatero, está superando os esforços de Obama.   Continuação...