Lula puxa lobby brasileiro em campanha do Rio 2016

quinta-feira, 1 de outubro de 2009 16:30 BRT
 

Por Pedro Fonseca

COPENHAGUE (Reuters) - A campanha do Rio pela Olimpíada de 2016 tem no presidente Luiz Inácio Lula da Silva um cabo eleitoral empenhado, que aproveita cada momento antes da votação de sexta-feira para promover a candidatura da cidade e tem conseguido uma boa resposta dos eleitores do COI.

Desde que desembarcou na capital dinamarquesa na quarta-feira, o presidente está envolvido diretamente nas conversas com os 106 membros do COI que vão decidir entre Rio, Chicago, Madri e Tóquio numa das mais apertadas eleições olímpicas dos últimos anos.

Segundo o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., Lula conta com a ajuda de tradutores de inglês e francês para dialogar com os representantes dos cinco continentes que participarão da votação.

"Nosso entusiasmo e convicção de que o Rio de Janeiro pode vencer essa disputa estão reforçados por essa repercussão positiva por parte da comunidade olímpica internacional", afirmou o ministro a jornalistas, nesta quinta-feira, no hotel que serve de base para a delegação brasileira em Copenhague.

"Os contatos de ontem e hoje mostraram que a comunidade olímpica compreendeu a mensagem do Rio, a mensagem dos Jogos como instrumento para o desenvolvimento do Brasil, como instrumento de transformação da cidade", acrescentou.

O Rio, que é citado por sites especializados em escolhas olímpicas como favorito ao lado de Chicago, deposita sua esperança de realizar os Jogos pela primeira vez após duas tentativas fracassadas num bom relatório técnico feito pelo COI no último mês.

No entanto, agora há uma percepção de que os eleitores do COI são favoráveis à candidatura brasileira por sua possibilidade de ajudar no desenvolvimento do Brasil como um todo, de acordo com o ministro.

"O que posso dizer é que são encontros muito produtivos com os eleitores", afirmou.   Continuação...

 
<p>Presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva puxa lobby brasileiro em campanha do Rio 2016 em Copenhague. REUTERS/Pawel Kopczynski</p>