October 2, 2009 / 3:27 PM / 8 years ago

Chicago e Rio são favoritos na escolha da sede de Jogos de 2016

5 Min, DE LEITURA

Por Paul Radford

COPENHAGUE (Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) se prepara para escolher pelo voto a cidade que vai sediar a Olimpíada de 2016, com a maioria dos observadores prevendo uma disputa apertada entre Chicago e Rio de Janeiro.

Depois de as duas cidades e suas rivais, Madri e Tóquio, terem feito cada uma um apelo de 60 minutos aos membros do COI reunidos no Centro de Convenções Bella, em Copenhague, as falas do presidente norte-americano, Barack Obama, em prol de Chicago e do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em defesa do Rio causaram grande impacto sobre os eleitores.

Obama fez uma aposta enorme ao viajar à capital dinamarquesa para lançar um apelo pessoal ao COI em favor da cidade que ele considera sua.

Se Chicago não vencer a disputa, as implicações para a reputação política de Obama podem ser consideráveis.

O discurso eloquente que Obama fez aos 95 membros do COI com direito ao voto na primeira rodada, seguido por um discurso emotivo da primeira-dama Michelle Obama, foram os dois elementos mais importantes da apresentação em favor de Chicago.

Lula carregou na emoção no apelo direto que fez ao COI para que pare de favorecer a Europa, América do Norte e Ásia e que leve os Jogos Olímpicos à América do Sul pela primeira vez.

A votação começa às 12h10 (horário de Brasília), com a probabilidade de que leve três rodadas até a decisão ser anunciada pelo presidente do COI, Jacques Rogge, em cerimônia que terá início às 13h30.

A previsão é que nenhuma das quatro cidades candidatas consiga uma maioria absoluta na primeira rodada de votos. A cidade que tiver menos votos será eliminada, e será realizada uma segunda rodada.

A maioria dos observadores prevê que a segunda rodada tampouco será decisiva e que será preciso fazer uma terceira e última rodada entre as duas últimas candidatas que restarem.

Interesse Enorme

Embora Madri e Tóquio tenham apresentado propostas atraentes, poucas pessoas apostam em outro resultado a não ser uma disputa entre Chicago e Rio na rodada final --e a maioria dos observadores acha que a disputa será apertada, mesmo assim.

A participação pessoal de Obama, a primeira vez em que um presidente norte-americano no exercício do cargo comparece a uma sessão do COI, provocou interesse enorme entre os membros da entidade, apesar de estarem acostumados a serem cortejados por figuras políticas de destaque.

Obama disse ao COI: "Estou aqui hoje para pedir a vocês que escolham Chicago pela mesma razão pela qual eu escolhi Chicago há quase 25 anos, a razão pela qual me apaixonei pela cidade que ainda considero ser meu lar."

"E não é apenas porque foi ali que conheci a mulher que vocês acabam de ouvir, se bem que, depois de conhecê-la pessoalmente esta semana, estou certo de que vocês concordarão que ela é um argumento bastante poderoso em favor da cidade."

A primeira-dama esteve na capital dinamarquesa por dois dias para fazer lobby junto a membros do COI, pedindo seus votos. Ela fez seu próprio apelo, citando suas próprias memórias olímpicas de infância, de estar sentada no colo de seu pai, assistindo às façanhas das ginastas Olga Korbut e Nadia Comaneci e do atleta Carl Lewis.

Lula não deixou por menos. Ele fez um apelo apaixonado para que os Jogos Olímpicos sejam realizados no Brasil e na América do Sul pela primeira vez.

"Esta candidatura não é só nossa, é também da América do Sul, um continente que nunca sediou os Jogos Olímpicos", disse ele. "Está na hora de corrigir esse desequilíbrio. O desafio agora é outro: é expandir as Olimpíadas para novos continentes. É hora de acender a pira olímpica num país tropical. Para o movimento olímpico, é uma oportunidade de sentir o calor de nosso povo, a exuberância de nossa cultura, o sol de nossa alegria."

O ex-presidente do COI Juan Antonio Samaranch, que está com 89 anos, não mediu esforços para mexer com as emoções dos presentes ao defender a candidatura de Madri. "Sei que estou muito perto do fim de meus dias", disse ele. "Posso pedir aos senhores que dêem a meu país a honra e também o dever de organizar os Jogos em 2016?"

O recém-eleito primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama também foi a Copenhague para pedir o voto do COI para Tóquio.

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