2 de Outubro de 2009 / às 18:07 / em 8 anos

ANÁLISE-Fracassa aposta olímpica de Barack Obama

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - Fracassou nesta sexta-feira a aposta olímpica do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com a recusa do comitê em escolher Chicago como a sede dos Jogos de 2016.

O presidente, cuja personalidade calma lhe rendeu o apelido “No Drama Obama” (Obama Sem Drama), chegou a fazer uma viagem rápida de Washington a Copenhague a fim de fazer pessoalmente o lobby por Chicago.

Obama e sua mulher, Michelle, foram até a capital dinamarquesa ignorando as críticas dos opositores republicanos que diziam que era um momento ruim para a viagem, com os desafios da política externa no Irã e no Afeganistão e o Congresso dos EUA submerso no debate sobre a reforma da saúde.

“Estou pedindo para que vocês escolham Chicago. Peço para que vocês escolham a América,” disse Michelle Obama a membros do comitê.

O marido dela afirmou: “Se vocês o fizerem, se trilharmos esse caminho juntos, então eu lhes prometo isto: a cidade de Chicago e os Estados Unidos farão o mundo orgulhoso.”

Tudo isso resultou em nada, já que Chicago foi eliminada já na primeira fase da votação, numa decisão que surpreendeu a equipe de Chicago presente ao evento de Copenhague.

O presidente do Comitê Nacional Republicano, Michael Steele, não poupou críticas numa declaração divulgada antes do anúncio da decisão e em um dia em que a taxa de desemprego nos EUA subiu para 9,8 por cento, a mais alta em 26 anos.

“Enquanto o presidente Obama viaja a Copenhague para trazer a Olimpíada de Verão à sua cidade natal para daqui a sete anos, em casa os americanos estão cada vez mais preocupados se terão um emprego daqui a sete meses, pois viram mais e mais vizinhos e amigos perderem seus empregos hoje,” afirmou Steele.

MÁ NOTÍCIA

Obama havia planejado não ir, mas mudou de idéia quando ficou claro que líderes de outros países com cidades candidatas aos Jogos de 2016 estariam lá.

O presidente democrata recebeu a má notícia a bordo do avião Air Force One, que o levava de volta a Washington.

O cientista político Larry Sabato, da Universidade de Virginia, disse acreditar que a questão não vai persistir. “É um tumulto político clássico que se dissolverá rapidamente,” disse ele.

“Acho que na verdade ele ressalta um problema de foco que os republicanos estão enfrentando... Em política, é preciso ser capaz de reclamar sobre as coisas certas,” afirmou ele.

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