3 de Outubro de 2009 / às 15:53 / 8 anos atrás

Nuzman passa de chefe da candidatura a chefe do comitê Rio 2016

<p>O presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva e o chefe da candidatura Rio 2016, Carlos Nuzman, participam de confer&ecirc;ncia em Copenhague. Carlos Arthur Nuzman, comandante da bem-sucedida candidatura do Rio de Janeiro para sediar a Olimp&iacute;ada de 2016, anunciou neste s&aacute;bado que ser&aacute; o chefe do comit&ecirc; organizador dos Jogos.02/10/2009.REUTERS/Pawel Kopczynski</p>

Por Karolos Grohmann

COPENHAGUE (Reuters) - Carlos Arthur Nuzman, comandante da bem-sucedida candidatura do Rio de Janeiro para sediar a Olimpíada de 2016, anunciou neste sábado que será o chefe do comitê organizador dos Jogos.

O Rio de Janeiro foi escolhido na sexta-feira pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como a primeira sede dos Jogos Olímpicos na América do Sul. Na campanha, a cidade brasileira derrotou as candidaturas de Madri, Tóquio e Chicago.

Nuzman, membro do Comitê Olímpico Internacional, disse que haverá uma transição suave entre a organização montada para a candidatura e o comitê organizador dos Jogos.

“Nós entregamos uma carta ao COI, com os três níveis de governo no Brasil se comprometendo, caso o Rio vencesse a disputa em 2 de outubro, que eu serei o chefe do comitê - e o secretário geral será Carlos Osório,” disse ele a jornalistas.

Osório também foi o secretário geral da equipe que formatou a candidatura.

A candidatura do Rio igualou o recorde de 66 votos na terceira e última rodada eliminatória na sexta-feira, vencendo Madri, última oponente, que recebeu 32. Apenas Atenas, que também teve 66 votos na última rodada de 1997, que decidiu os Jogos de 2004, chegou a essa quantidade.

“Nós já tivemos o primeiro encontro com o COI. Eles nos disseram para relaxar,” disse Nuzman. “Entraremos em um período de relaxamento e então o encerraremos com o primeiro encontro com o COI no Rio, que acontecerá em meados de novembro.”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, figura-chave para a vitória da candidatura, disse após a votação de sexta-feira que os brasileiros terão de “dormir menos e trabalhar mais” para realizar uma Olimpíada de sucesso.

Osório disse que as preocupações sobre um possível conflito entre o esforço para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil e os trabalhos para a Olimpíada, que acontece apenas dois anos depois, são infundadas.

O COI, em seu relatório de avaliação apresentado antes da votação de sexta-feira, notou que o torneio de futebol pode afetar os trabalhos para a realização dos Jogos Olímpicos devido à proximidade entre dois eventos de tamanha monta.

Mas Osório disse que a Copa do Mundo será uma vantagem para o Rio, já que oferece uma oportunidade única para testar as operações olímpicas e fazer as melhorias necessárias para os Jogos, que acontecem dois anos depois.

“A coordenação entre a Copa do Mundo e a Olimpíada começou já na preparação do caderno de encargos de nossa candidatura,” disse Osório.

“Nós alinhamos os planos da Copa do Mundo com os planos da Olimpíada para tirar vantagem de todas as sinergias possíveis. Você pode estar certo de que o Brasil tirará toda a vantagem possível de receber esses dois eventos em um intervalo de tempo tão curto.”

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