5 de Outubro de 2009 / às 10:43 / 8 anos atrás

Nelsinho Piquet diz que ainda sonha em ser campeão da Fórmula 1

<p>Nelson Piquet, ex-piloto da equipe Renault de F1, chega para audi&ecirc;ncia na FIA, em Paris. Nelsinho Piquet afirmou que ainda sonha em ser campe&atilde;o da F&oacute;rmula 1 e negou que tenha partido dele a ideia de bater de prop&oacute;sito no Grande Pr&ecirc;mio de Cingapura de 2008 para manipular o resultado da corrida.21/09/2009.REUTERS/Gareth Watkins</p>

SÃO PAULO (Reuters) - Nelsinho Piquet afirmou que ainda sonha em ser campeão da Fórmula 1 e negou que tenha partido dele a ideia de bater de propósito no Grande Prêmio de Cingapura de 2008 para manipular o resultado da corrida.

Ele fez questão de pedir desculpas aos fãs de automobilismo, e afirmou que quer “limpar” essa história logo para concentrar-se em voltar a correr.

“A primeira coisa é admitir o que eu fiz, e agora é me dedicar o máximo possível. Eu sei que vai ser difícil um retorno, mas eu nunca desisti, meu sonho sempre vai ser ser um campeão de Fórmula 1”, afirmou Nelsinho em entrevista à TV Globo divulgada na noite de domingo.

O ex-piloto da Renault alega que foi forçado pelo chefe da equipe, Flávio Briatore, e pelo ex-engenheiro-chefe, Pat Symonds, a participar da armação para melhorar sua situação dentro da equipe.

“Na hora deu para entender o que eles estavam tramando. Foi uma conversa e aos poucos eles foram dando a ideia. Falaram: ajudaria a equipe, ajudaria sua situação. E começaram a me convencer aos poucos”, afirmou Nelsinho

Após ser suspenso do esporte por cinco anos devido ao envolvimento no escândalo, Symonds afirmou que teria partido de Nelsinho a ideia de bater para favorecer seu então companheiro de equipe, Fernando Alonso, que acabou vencendo a prova. Mas o piloto brasileiro voltou a negar essa acusação.

“Eu não estava com cabeça nem para dizer não para uma história dessas, como é que ia ter cabeça para inventar (isso)”, disse ele, explicando que após a prova Briatore bateu nas suas costas e agradeceu.

Briatore foi excluído do esporte pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), enquanto Nelsinho recebeu imunidade da entidade por ter revelado o caso.

Há uma semana, o tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, afirmou que, se o filho tivesse falado com ele antes, jamais teria tido tal atitude, e que Nelsinho foi pressionado pela Renault a bater de propósito.

“Nem passou pela minha cabeça (falar com meu pai). Foi uma coisa tão rápida, com aqueles dois, acho que nunca estive na Renault com os dois na mesma sala, os dois falando comigo”, explicou Nelsinho.

“Foi tão duro que nem fui eu que contei (ao meu pai), não tive coragem de falar para ele, porque eu sabia o tanto que tinha sido errado o que eu fiz.”

Nelsinho foi criticado por alguns pilotos quando a Fórmula 1 retornou a Cingapura neste ano, logo depois de vir à tona o escândalo, mas afirmou que não está preocupado com o que os colegas dizem e sim em “estar bem com as equipes e não bem com os pilotos, que na pista vai ser guerra o tempo inteiro”.

Reportagem de Camila Moreira

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