7 de Outubro de 2009 / às 19:24 / 8 anos atrás

Golfe e rugby tentam voltar à Olimpíada; decisão ocorre dia 9

Por Karolos Grohmann

COPENHAGUE (Reuters) - Autoridades do golfe que tentam um retorno do esporte à Olimpíada buscaram nesta quarta-feira acabar com a imagem elitista da prática. Os cartolas do rugby, por sua vez, disseram que sua presença nos Jogos seria um estímulo aos países menores.

Golfe e rugby foram pré-selecionados para voltarem à Olimpíada a partir de 2016 e o Comitê Olímpico Internacional (COI) deve decidir sobre o assunto em duas votações distintas na sexta-feira.

"O golfe tornou-se um esporte muito acessível", disse Peter Dawson, diretor-geral da Royal and Ancient (R&A).

"Setenta e dois por cento (dos campos norte-americanos) são instalações públicas, 56 por cento dos jogadores (nos EUA) têm renda familiar de 25 mil a 100 mil dólares. Isso não é elitista", disse ele a jornalistas.

O golfe tenta participar dos Jogos Olímpicos após ter aparecido pela última vez no evento na Olimpíada de 1904.

A jogadora de golfe norte-americana Michelle Wie, presente na capital dinamarquesa para apoiar a candidatura, disse que participar das Olimpíadas seria "o feito mais importante para todo jogador de golfe."

"Vencer uma medalha olímpica seria o ápice a ser atingido", disse a adolescente.

O COI quer renovar o programa dos Jogos para atrair um público mais jovem. Os esportes voltarão na Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro caso ganhem uma maioria simples de votos na sexta-feira.

Autoridades do rugby, que participou de uma Olimpíada pela última vez em 1924, disseram que o esporte daria aos países menores uma chance de obter medalhas, pois é popular em países do Pacífico.

"O rugby de sete (sevens) oferece uma universalidade maior", disse o chefe do Conselho Internacional de Rugby, Bernard Lapasset, a jornalistas. "Há países como Fiji, Tonga e Samoa que normalmente não podem competir por medalhas nas Olimpíadas."

O rugby também conta com grandes jogadores na cidade para apoiar o esforço, incluindo o neozelandês Jonah Lomu e o ex-capitão argentino Agustin Pichot.

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