17 de Outubro de 2009 / às 15:40 / em 8 anos

Sucesso da Brawn merece um filme de Hollywood, diz Button

<p>Jenson Button, piloto da Brawn GP e favorito ao t&iacute;tulo mundial, afirma que sucesso da equipe merece filme de Hollywood. A Brawn, que recebeu o nome de seu chefe de equipe Ross Brawn, surgiu das cinzas da Honda, depois de a montadora japonesa anuciar em dezembro que estava deixando a categoria. REUTERS/Yves Herman</p>

Por Alan Baldwin

SÃO PAULO (Reuters) - A Brawn GP, do favorito ao título mundial Jenson Button, pode comemorar uma digna de conto de fadas no domingo, no GP do Brasil de Fórmula 1, mesmo se o líder do campeonato não for tão bem assim na corrida.

A Brawn, cuja existência era uma grande dúvida ainda em janeiro, está muito próxima de se tornar a primeira equipe a vencer o campeonato de construtores em sua primeira temporada completa, e talvez não precise nem marcar sequer um único ponto para fazê-lo.

A Red Bull precisa de uma dobradinha e ver a Brawn não marcar nenhum ponto se quiser manter-se na disputa, o que significa que a equipe comandada por Ross Brawn pode ser campeã no momento em que um dos pilotos da Red Bull -- o australiano Mark Webber e o alemão Sebastian Vettel -- eventualmente abandonarem a corrida.

“É uma história maravilhosa e sem dúvida daria um filme de Hollywood”, disse Button, que está engajado em uma batalha pessoal para tornar-se o 10o piloto britânico a conquistar um título mundial de F1.

“Eu sei que não é uma equipe completamente nova e que há muitas pessoas experientes na equipe, mas será um momento muito emocionante para todos nós, assim como foi na Austrália, quando estreamos com uma dobradinha.”

A Brawn, que recebeu o nome de seu chefe de equipe Ross Brawn, surgiu como uma fênix, das cinzas da Honda, depois de a montadora japonesa ter anunciado em dezembro que estava deixando a categoria.

Nem Button ou tampouco o brasileiro Rubens Barrichello, o outro piloto da equipe e rival mais próximo do britânico na busca pelo título, mas 14 pontos atrás com duas corridas pela frente, imaginavam na época que ainda teriam um futuro em suas carreiras como pilotos de F1.

Button marcou apenas nove pontos se somadas as temporadas de 2007 e 2008, enquanto Barrichello, de 37 anos, parecia a caminho da aposentadoria.

Foi apenas em março, a pouco mais de três semanas do início da temporada, que a Honda concordou em fazer um acordo que salvou a equipe da extinção e deu a ambos pilotos mais uma chance na categoria.

Eles já sabiam que o carro era bom, pois a Honda havia gasto muito dinheiro e tempo nele, e Button comandou a dobradinha da equipe já na primeira corrida da temporada, em Melbourne. Ele conseguiu seis vitórias nas sete primeiras corridas, em uma mesmerizante sequência de ótimos resultados.

BOA LIDERANÇA

“A equipe passou por muitas coisas difíceis antes do início da temporada, e a questão não era se o time competiria ou não na Fórmula 1, e sim se eles teriam um emprego para pagar a escola das crianças”, disse Button.

“Esta era uma situação muito difícil para eles, o que aconteceu antes da temporada, e penso que várias pessoas acharam que estava sendo difícil demais, mas contamos com uma boa liderança, e isso foi o que fez a diferença, foi o que deu uma esperança a todos, uma perspectiva positiva para todos no futuro.”

Brawn, chamado de “Ursão” por Button, ganhou muitos campeonatos com Michael Schumacher na Benneton e na Ferrari, quando era o diretor técnico destas equipes. Mas fazer sucesso com uma equipe própria, e que ainda por cima leva seu nome, colocou Brawn em um novo e mais alto patamar.

“Ross conquistou tantas coisas neste esporte, mas vencer um campeonato com sua própria equipe é ainda maior do que ele conquistou no passado, pelo menos eu acho.”

“E este é o sentimento de todos na equipe. Eles trabalharam tão duro por esse time, qualquer que seja o nome que ele tinha, eles trabalharam muito, demais, e eles merecem tudo que temos conquistador nesta equipe.”

A trajetória de Button para o título, se ele acontecer neste fim de semana, não pode ser considerada menos que surpreendente.

Descrito por alguns críticos como um piloto remunerado além de seu talento, com poucas conquistas na categoria e com gostos de um playboy, o britânico de 29 anos sonha em ser campeão mundial de F1 desde que teve idade suficiente para pilotar um kart, e quando chegou à Austrália no começo deste ano, tinha apenas uma vitória em 153 corridas na categoria.

Ele provou que seus críticos estavam errados, mesmo aqueles que ainda mostram suas reservas pelo fato de Button estar sofrendo bastante para marcar poucos pontos nas últimas corridas e se ele seria um campeão que merece o título. No Brasil, ele chegou calmo e de forças renovadas.

”Eu me sinto muito mais relaxado aqui do que estava no Japão, e talvez nas corridas anteriores também, porque é uma situação muito diferente agora,“ disse ele nesta semana. ”Rubens tem que fazer quatro pontos a mais que eu, pelo menos, e Sebastian, seis (para manterem as chances de título).

“Seria melhor se conquistarmos o título aqui, mas se não acontecer, teremos mais uma corrida para fazê-lo, o que me deixa em situação confortável,” disse o britânico.

“Já faz um bom tempo que não consigo uma corrida realmente boa. Então, vamos ver se não podemos fazer algo diferente por aqui.”

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