6 de Novembro de 2009 / às 18:15 / 8 anos atrás

Wada busca ajuda de governos na luta contra doping

Por Steve Keating

MONTREAL (Reuters) - Uma vitória outrora impossível no combate ao doping agora pode acontecer com a ajuda de novos aliados, à medida que o combate às substâncias proibidas chega a novas frentes.

Quando a Agência Mundial Anti-Doping (Wada, na sigla em inglês) foi criada há dez anos, no dia 10 de novembro, o mundo esportivo era bombardeado por escândalos de doping, com poucas armas disponíveis para combater as crescentes trapaças com uso de substâncias que melhoram o rendimento.

Enquanto a Wada se prepara para entrar em sua segunda década de lutas contra as drogas no esporte, a agência compilou uma lista impressionante de vitórias e construiu um formidável arsenal capaz de atacar as trapaças de todos os ângulos.

“Creio que depende do que você define como vitória”, disse Dick Pound, chefe da Wada de 1999 a 2007. “Sempre haverá doping. Mas o intervalo que antes era de um a dois anos, agora se reduziu a semanas. Nossa ciência é tão boa quanto a deles”.

“Acho que você pode dizer que venceu a luta contra o doping no esporte se você conseguiu convencer 99,9 por cento das pessoas a não fazê-lo porque é errado, perigoso ou porque vão ser pegos”, acrescentou.

“Então você poderá dizer a 99,9 por cento que aqueles que nós iremos pegar aqueles que trapaceiam”.

“Temos a vontade e os meios de pegá-los e teremos as sanções que os tirarão do esporte assim que os pegarmos. É uma vitória possível se todo mundo se concentrar”.

Um código antidoping aceito por mais de 630 organizações esportivas do mundo e a convenção da Unesco contra o doping no esporte ratificado por 125 dos 193 membros da entidade deixaram os usuários de doping com poucas chances de se esconderem.

Sanções pesadas, testes sofisticados, projetos de pesquisa e educação, e equipes com permissão para checar atletas em qualquer lugar a qualquer hora colocaram os trapaceiros na defensiva.

Nos próximos dez anos serão os governos e agências que pressionarão, enquanto o foco muda de flagrar o doping para aqueles que o fornecem.

O presidente do COI, Jacques Rogge, reconheceu que as organizações esportivas não podem lutar sozinhas e precisarão de ajuda dos governos para investigar e desmantelar operações de doping.

Enquanto Pound tinha fama de negociante duro, John Fahey, seu substituto na chefia da agência desde 2008, trouxe a diplomacia para o lugar da disputa.

Usando de considerável habilidade política praticada em anos de serviço no parlamento austríaco, Fahey tomou uma abordagem mais leve ao ofício de construir poderosas alianças com os governos e agências.

“A verdadeira inovação será através dos poderes de investigação dos governos com acesso à cadeia de fornecimento e descobrirem de onde vem e para onde vai”.

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