11 de Novembro de 2009 / às 17:07 / 8 anos atrás

Safin encerra carreira com derrota no Masters de Paris

Por Patrick Vignal

PARIS (Reuters) - O ex-tenista número 1 do mundo Marat Safin encerrou sua carreira como jogador com uma derrota por 6-4, 5-7 e 6-4 para o argentino Juan Martin del Potro, nesta quarta-feira, no Masters de Paris.

O russo de 29 anos, que salvara três match points antes de vencer o qualifier francês Thierry Ascione na primeira rodada do torneio, na segunda-feira, lutou muito contra Del Potro, campeão do Aberto dos EUA e atual número 5 do mundo.

"Sabia que não teria muitas chances de vencê-lo, mas joguei muito bem, tivemos boas disputas", disse Safin, que foi bastante saudado pelo público francês, com direito a olas da torcida especialmente para sua última partida.

Mostrando apenas relances de sua antiga forma, Safin, que não conquista um título desde o Aberto da Austrália de 2005, dificultou a vida de Del Potro ao vencer o segundo set.

Safin, que foi o número 1 do mundo por várias semanas em 2000 e 2001 mas atualmente está fora do top 50, foi quebrado no terceiro game do set decisivo e seu adversário então não perdeu mais o controle da partida.

O russo, que venceu o torneio em Paris três vezes, ainda salvou um match point quando perdia por 5-3, mas Del Potro então sacou para fechar a partida, vencendo com um ace.

"Aqui foi onde tudo começou e é aqui que chega ao fim", disse Safin, que surgiu para o mundo como um adolescente qualifier no Aberto da França de 1998, vencendo os favoritos Andre Agassi e Gustavo Kuerten. "Não há um lugar melhor para a despedida."

O talentoso mas polêmico tenista, que também venceu o Aberto dos EUA em 2000 derrotando Pete Sampras numa final fantástica, foi considerado um dos melhores tenistas do mundo, mas também será lembrado por seu temperamento rebelde.

"Eu fui um jogador decente", disse ele. "No geral, eu fui bom para todo mundo, apesar de ter brigado com alguns árbitros."

Safin afirmou que não sabe bem o que fará no futuro, mas que está contente por se livrar da dura rotina de competições.

"Agora eu não tenho agenda, sem treinos, sem nada", disse ele. "Eu pertenço a mim mesmo. Amanhã vou acordar e ver o que fazer."

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