Maradona diz que se sente maltratado e perseguido

sábado, 14 de novembro de 2009 14:10 BRST
 

MADRI (Reuters) - Diego Maradona, técnico da Argentina, está se sentindo maltratado e perseguido, mas disse que vai concentrar-se em seu trabalho, em sua família e no apoio das "pessoas comuns."

Maradona, que terá de se apresentar ao comitê disciplinar da FIFA, em Zurique, neste domingo, para explicar seus rompantes de raiva e impropérios após a classificação da Argentina para a Copa do Mundo, disse ao jornal Marca, da Espanha, que muitas pessoas querem vê-lo fora da seleção.

"Coisas muito piores foram ditas e há pessoas que fazem coisas terríveis no futebol," disse Maradona ao jornal, em uma entrevista realizada em Madri na última quarta-feira.

"Eu estou encontrando refúgio em minha equipe, em minha família, em minhas filhas e nas pessoas comuns, que estão nas ruas," acrescentou o argentino de 49 anos.

"Mas algumas pessoas não esquecem, como as pessoas que estão nas ruas da Argentina, elas sempre me dão muito carinho, elas me saúdam e me amam como sempre fizeram."

"E estou concentrado nisso, nas pessoas sem microfones, não no que a imprensa diz."

Maradona pode ser afastado de jogos oficiais, em especial da Copa do Mundo da África do Sul, que acontece no ano que vem, se a FIFA decidir bani-lo dos estádios em razão de seu destempero após a vitória de 1 x 0 sobre o Uruguai, que garantiu a vaga da Argentina no torneio.

Maradona começou a atacar seus críticos imediatamente após o apito final em Montevidéu, desfiando um rosário de ofensas ao ser entrevistado ainda à beira do campo, e teve outro ataque na entrevista coletiva pós-jogo, que foi transmitida ao vivo por diversas emissoras de televisão.

Dois dias após o ocorrido, o presidente da FIFA, Sepp Blatter, anunciou que procedimentos disciplinares seriam abertos para apurar o incidente.   Continuação...