Beckenbauer critica estilo da seleção sob comando de Dunga

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 16:02 BRST
 

Por Mike Collett

JOHANESBURGO (Reuters) - O ex-capitão e técnico da seleção alemã Franz Beckenbauer criticou o estilo de jogo da seleção brasileira do técnico Dunga, considerado por ele como muito defensivo.

O Brasil é um dos favoritos ao título da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, após ter se classificado como vencedor das eliminatórias sul-americanas e de ter conquistado o título da Copa das Confederações com um futebol mais efetivo do que vistoso.

Beckenbauer, campeão mundial como técnico em 1990 e como jogador em 1974 pela Alemanha, declarou-se abertamente contra a forma de jogador da seleção.

"Se você fala do Brasil, então na minha cabeça é o time de 1970", disse ele durante a convenção de negócios no futebol Soccerex, em Johanesburgo, palco da final da Copa de 2010.

"Carlos Alberto, Pelé... ataque, ataque. No atual time eles têm apenas um atacante, Kaká, e um pouco atrás você tem Robinho. Ele pode jogar num circo, mas não é um jogador para a equipe. Eu não conheço esse Brasil. Eu não gosto do jeito que eles jogam", acrescentou Beckenbauer.

Dunga, que assumiu a seleção em 2006 para sua primeira experiência como treinador, tem como objetivo desde o início de seu trabalho recuperar o orgulho da seleção após a derrota para a França nas quartas-de-final da Copa da Alemanha.

Ele prioriza jogadores disciplinados em seu grupo, mas alguns críticos são contrários ao estilo de jogo da equipe sob seu comando.

"O técnico está bravo comigo porque eu digo isso publicamente, mas, desculpa, para mim, o Brasil é ataque, marcar gols, não um futebol controlado", disse Beckenbauer.

"Para mim a Espanha é o melhor time da Europa e talvez o melhor time do mundo no momento."

 
<p>O ex-capit&atilde;o e t&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o alem&atilde; Franz Beckenbauer criticou o estilo de jogo da sele&ccedil;&atilde;o brasileira do t&eacute;cnico Dunga, considerado por ele como muito defensivo (foto de arquivo). REUTERS/Michael Buholzer</p>