Dirigente diz que o golfe sobrevive sem Tiger Woods

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 19:22 BRST
 

Por Ben Klayman

CHICAGO (Reuters) - O principal dirigente do golfe profissional nos EUA elogiou na quinta-feira Tiger Woods por se afastar das competições devido a um escândalo sexual, e minimizou o impacto disso sobre o esporte.

Tim Finchem, comissário do PGA Tour, considerou exageradas as previsões de que o circuito profissional do golfe iria perder muitos patrocinadores e que sua audiência televisiva despencaria a menos da metade sem a presença de Woods, melhor golfista do mundo e um dos melhores da história.

Woods, de 33 anos, admitiu na semana passada que teve vários relacionamentos extraconjugais, e anunciou que abandonaria temporariamente as competições para tentar salvar seu casamento com a sueca Elin Nordegren. Alguns veículos de comunicação dizem que ela pretende se divorciar.

De acordo com a revista Forbes, Woods foi o primeiro esportista a ficar bilionário com a sua atividade. Mas, nos últimos dias, vários patrocinadores decidiram cancelar ou reduzir seus contratos com ele.

"Não estou dizendo que acho que tudo está bem," disse Finchem a jornalistas por teleconferência. "Estamos numa economia em baixa, está mais difícil, e o fato de o jogador número 1 do nosso esporte não jogar não é uma coisa positiva, e de fato afeta a audiência de TV."

Mas, acrescentou, "vamos ter sucesso em 2010 se Tiger ficar fora por alguns meses ou um ano (...). Não será nos mesmos níveis sem o nosso jogador número 1 (...), mas a fase ruim tem de ir embora."

O PGA Tour faturou em 2008 773 milhões de dólares com os torneios e direitos de TV, além de 208 milhões de dólares com negócios correlatos, como um site, licenciamento de produtos e produções, segundo seu relatório anual.

Finchem disse que o circuito em 2010 terá o mesmo número de torneios que em 2008.

O dirigente afirmou não ter conversado com Woods desde o início do escândalo, no mês passado, e nem sabe quando o golfista voltará a competir. Segundo ele, o golfe profissional já resistiu bem no ano passado e começo deste quando Woods ficou oito meses afastado dos campos por causa de uma cirurgia numa perna. Nesse período, porém, a audiência de TV caiu quase 50 por cento em comparação aos anos em que Woods jogou.

(Reportagem adicional de Jim Loney)

 
<p>Principal dirigente do golfe profissional dos EUA disse que o golfe sobrevive sem Tiger Woods (foto de arquivo). REUTERS/Shaun Best/Files</p>