Verón recusa oferta para jogar no Manchester City

terça-feira, 5 de janeiro de 2010 19:08 BRST
 

BUENOS AIRES (Reuters) - O experiente meio-campista argentino Juan Sebastián Verón recusou uma oferta milionária do Manchester City e vai continuar no Estudiantes de La Plata, clube em que foi vice-campeão mundial de clubes no mês passado.

Verón, de 34 anos, disse que Roberto Mancini, seu ex-companheiro de equipe na Lazio e na Sampdoria e atual treinador do City, fez uma proposta diretamente a ele para defender o clube inglês, que foi recusada de imediato.

"Falei com o Mancini, mas neste momento não é possível", disse Verón à emissora de rádio La Red.

"Apresentei a oferta aos dirigentes do Estudiantes para que a analisem, caso convenha a eles. Da minha parte, não tenho muito o que pensar, minha resposta foi instantânea", acrescentou.

O meio-campista foi fundamental na conquista do Estudiantes na Copa Libertadores de 2009 e na caminhada até a final do Mundial de Clubes da Fifa, nos Emirados Árabes Unidos, na qual o time foi batido na decisão pelo Barcelona, na prorrogação.

O jogador também se destacou pela seleção argentina nas eliminatórias para a Copa do Mundo da África do Sul.

Depois de jogar várias temporadas na Europa, Verón retornou em 2006 ao futebol argentino para encerrar sua carreira no Estudiantes, clube que o revelou e onde é ídolo, assim como seu pai, o ex-jogador Juan Ramón Verón.

"Tomei uma decisão e quero respeitá-la. Não posso ir, estaria falhando com minhas convicções, estaria falhando comigo mesmo", acrescentou Verón, que recusou ofertas de clubes europeus quando decidiu voltar a seu país.

Verón doa parte de seu salário para que o Estudiantes melhore as instalações onde treinam os jogadores das divisões de base.

Em sua passagem pela Europa, ele defendeu Sampdoria, Parma, Lazio e Inter de Milão, da Itália, além de Manchester United e Chelsea, da Inglaterra.

(Reportagem de Luis Ampuero)

 
<p>Juan Sebasti&aacute;n Ver&oacute;n recusou oferta para jogar no Manchester City (foto de arquivo). REUTERS/Enrique Marcarian</p>